Mulher presa após derrame de cheques

Wellington Fred


Nádia Fernandes foi presa dentro de uma loja quando tentava comprar roupas

FABRICIANO - A desempregada Nádia Fernandes Fraga, de 31 anos, foi presa acusada de lesar várias lojas na cidade. A mulher estava de posse de um talão de cheques do Banco do Brasil, de uma agência em Belo Horizonte, e com ele comprou diversos produtos como roupas e enfeites de casa. Nádia foi autuada em flagrante por estelionato e encaminhada ao presídio de Coronel Fabriciano.

O sargento Paulo César, da Polícia Militar, realizou a prisão da acusada e disse ao DIÁRIO DO AÇO que ela esteve em pelo menos 16 lojas de Fabriciano nos últimos dias. “Tem diversas compras dela, desde R$ 200 até cerca de R$ 800 de produtos artesanais comprados em uma loja na rua Duque de Caxias”, contou o policial.

A acusada foi presa dentro de uma loja quando tentava comprar roupas. A vendedora desconfiou de Nádia anteontem, quando ela esteve levantando preços. “Ela voltou hoje (ontem) para buscar a compra, mas a vítima acionou a nossa central e conseguimos prendê-la em flagrante”, explicou o sargento.

Na casa dela, os policiais militares recolheram os produtos comprados com os cheques e um talão. O titular da conta de uma agência de Belo Horizonte, Luiz Eustáquio Moterane, teria dado queixa do furto do talão de cheques do Banco do Brasil, conforme apontou a PM.

Chorou
Nádia foi encaminhada para a 19ª Delegacia Seccional e autuada em flagrante pelo delegado Adson dos Santos Camargos. Em conversa com ela, a mulher disse que não teve a intenção de lesar os outros. “Ele (Luiz) me deu o talão e disse que podia comprar sem problema”, contou chorando, afirmando que tem três filhos para cuidar.

As vítimas foram aparecendo aos poucos e contaram que a mulher agiu naturalmente durante a compra: “Ela esteve na minha loja, comprou vários produtos sem se preocupar com o preço. Disse que o cheque era do marido dela e que eles vieram de Belo Horizonte”, contou a comerciante Janilda Alves Fagundes, que afirmou ter vacilado ao não consultar o cheque devido ao fluxo de clientes na loja. “Tinha várias passagens deste cheque no sistema de crédito”, informou.
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