PM apreende cocaína em Fabriciano

Wellington Fred


Fábio foi autuado por tráfico de drogas e os outros acusados vão responder por uso de substância tóxica

FABRICIANO - Policiais militares prenderam na madrugada de ontem, na avenida Tancredo Neves, bairro Caladinho de Cima, três pessoas evangélicas. Elas estavam em companhia de Fábio da Silva Ezequiel, de 23 anos, autuado por tráfico de drogas. No carro, os policiais encontraram dez porções de cocaína, segundo os acusados, compradas de Fábio.

Os policiais militares desconfiaram da BMW 325, placas CRM-4444, dirigida por R.S.O., de 27 anos, pois viram Fábio em meio aos passageiros. Ele já vinha sendo monitorado pela PM por envolvimento com drogas. No carro estavam ainda A.G.N., de 37 anos, e T.J., de 26 anos, que alegaram, inicialmente, serem pastores evangélicos juntamente com R.S.

Em uma revista no carro, os policiais encontraram dez pedras de cocaína, conforme perícia. A droga teria sido comprada de Fábio para que os três supostos pastores fizessem uso. O trio estaria se dirigindo a um encontro evangélico em Belo Horizonte, conforme levantou a polícia.
A BMW foi apreendida, porque R. não é habilitado e o carro foi removido ao pátio credenciado da Polícia Civil. Todos os quatro detidos foram levados para a 19ª Delegacia Seccional de Coronel Fabriciano. Ao prestarem depoimento ao delegado Alexsander Esteves Palmeira, eles contaram outra versão e disseram que apenas freqüentam igrejas e não são pastores.

Os acusados confirmaram que T. era amigo de Fábio e que resolveram comprar a droga para uso. “Diante do que foi carreado para os autos, autuamos Fábio no artigo 33 (tráfico) da lei de tóxicos, e os outros por uso, conforme o artigo 28. Eles acionaram um TCO e foram liberados em seguida”, explicou o delegado Alexsander Esteves.

Surpresos
Apesar de negarem ser pastores, a notícia caiu como uma bomba para os membros de uma igreja evangélica na cidade do Naque. A pessoa, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que R. seria pastor naquela igreja e que já pregou várias vezes dando testemunho que teria largado o vício das drogas. Curiosamente, na delegacia de Fabriciano, R. se mostrava o mais alegre dos três, sorrindo a todo instante.

Os outros dois supostos pastores evangélicos, T. e A., segundo o obreiro da igreja no Naque, já pregaram naquele templo. Eles alegaram também que se libertaram das drogas e deram seus testemunhos de vida. Para o evangélico, o que os três fizeram foi uma vergonha e mancha a reputação da igreja, devendo ser excluídos.
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