Menores agiram na morte de ajudante queimado

PARAÍSO - A Polícia Civil encaminhou para o Fórum da Comarca de Mesquita o inquérito concluso da morte do ajudante Nilton Geraldo da Silva, de 45 anos. Ele teve o corpo queimado dentro de casa por uma quadrilha, no bairro Industrial, no último dia 13, e morreu dois dias depois. Os policiais apontaram que os autores do crime seriam Marlon Antônio de Paula, de 19 anos, e mais cinco adolescentes que vão responder por homicídio e dupla tentativa de homicídio.

Apurou-se que Fabrício Santos Pereira, de 28 anos, o conhecido Fumeca, que se encontra preso com Marlon no Ceresp, não teria envolvimento no caso. A divulgação foi do agente de polícia Juliano, que apurou o homicídio juntamente com o agente José Horta. A investigação foi presidida pela delegada Paula de Freitas Badaró, seu último trabalho na cidade antes de ser transferida para Leopoldina, Zona da Mata Mineira, onde moram seus familiares.

Os policiais civis apontaram que houve um acordo dos acusados após um desentendimento de um tio de Marlon - que possui distúrbios mentais - com Márcia Aparecida Batista Pereira, 30 anos, mulher de Nilton Geraldo. E Marlon prometeu acertar as contas, cumprindo a promessa dias depois, após comprar dois litros de gasolina em um posto no bairro Vagalume.
Os acusados foram armados com uma pistola 6.35 mm até a casa da vítima, na rua Cléria Ribeiro. Nilton tentou evitar a entrada dos seus algozes, inclusive entrando em luta corporal. Seus filhos e a esposa saíram, mas ficaram Rafaela, de apenas oito anos, que se escondeu debaixo da cama. Após desmaiarem a vítima, atearam fogo na casa.

Populares socorreram a criança, que, por pouco, não morreu queimada. O pai foi socorrido com 50 % do corpo queimado e levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde morreu.

Inocentes
Fabrício Fumeca tem um problema com o irmão de Márcia, Wellington Fernando Batista, 23, conhecido como Lico, o que levou as testemunhas a apontarem seu envolvimento no caso. Mas sua participação foi descartada, assim como a de Edmundo José dos Santos, 26, que também chegou a ser mencionado como envolvido pela polícia no dia do fato.

Marlon e Fabrício foram presos no dia do crime. A delegada Paula de Freitas Badaró, ao concluir o inquérito, disse acreditar no envolvimento de Fabrício em outros crimes e que ele está sob investigação. Porém, não tem nenhuma participação na morte de Nilton. Por isso, ela pediu a liberação dele do Ceresp junto à Justiça ao remeter os autos. Os policiais apontaram ainda que os adolescentes envolvidos se organizavam para cometer crimes no bairro Industrial, como furtos, tráfico e até tentativas de homicídio.
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