PC começa a investigar denúncias de golpes

Wellington Fred


Outras vítimas estiveram ontem na Delegacia Regional para prestar queixa contra o acusado, que está foragido

IPATINGA - O número de pessoas lesadas por um homem que se apresentou como advogado ainda é uma incógnita. Até o fim da tarde de ontem, mais de 60 vítimas passaram pela 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil prestando queixa contra Wander Lúcio Reis Costa. Ele prometia acertar pendências junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e cobrava cerca de um salário mínimo. O delegado João Xingó de Oliveira instaurou inquérito policial para apurar a denúncia.

Xingó, que responde pela Delegacia Adjunta de Falsificações e Defraudações, informou ao DIÁRIO DO AÇO que, na semana passada, instaurou inquérito após representação de duas mulheres de Santana do Paraíso. “Elas reclamaram que foram lesadas por este sujeito que se apresentou como advogado. Hoje (ontem) surgiram outras pessoas com a mesma queixa e quase posso dizer que o caso está indo para o 171 do Código Penal, ou seja, estelionato”, informou o policial.

O delegado acrescenta que vai procurar ouvir as pessoas que se apresentaram como vítimas para decidir as medidas que irá tomar nas investigações. O certo é que, se Wander Lúcio não se apresentar, ele terá a prisão pedida junto à Justiça. “Espero que ele se apresente para dar explicações. Até agora, por alto, o prejuízo somente destas pessoas pode chegar a R$ 20 mil”, avaliou Xingó, enquanto chegavam outras pessoas à delegacia para fazer representações contra Wander Lúcio.

Endereços
O acusado, que há dias está desaparecido, atendia em dois endereços no Vale do Aço. Um deles, na avenida João Valentim Pascoal, 840, sala 205, no Centro; o outro, no município do Naque. Wander se apresentava como integrante da empresa Aprove, que tem sede em Belo Horizonte. Mas a polícia apurou que o acusado não tem mais ligação com essa empresa, apesar de Wander Lúcio usar cartão de visita, confeccionar calendário e até os adesivos encontrados nas janelas da sala em nome da Aprove.

Quando o problema veio à tona, anteontem, a PM registrou 32 nomes de vítimas no Boletim de Ocorrência. A pedido da proprietária da sala onde Wander Lúcio trabalhava, o segredo da porta foi trocado por um chaveiro. Além do prejuízo causado às pessoas interessadas em resolver problemas como aposentadoria por invalidez ou revisão do benefício junto ao INSS, ele teria dado o ‘cano’ em lojas na cidade e ainda feito empréstimos com algumas de suas vítimas.
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