PM prende 2 acusados de torturar adolescente

Wellington Fred


IPATINGA
- A Polícia Militar apreendeu ontem os dois adolescentes, de 14 e 15 anos de idade, acusados de praticar uma sessão de tortura contra um menor, de 16 anos, na tarde de anteontem. Por sorte, a vítima conseguiu se soltar e correu para um matagal, sendo socorrida por vigilantes da Usiminas, nas proximidades do Escritório Central.

O adolescente foi visto sendo arrastado pelo grupo, com uma corda no pescoço, em direção a uma mata existente próximo à caixa d’água do bairro Bom Jardim. Populares acionaram a PM e a movimentação acabou assustando os agressores. A vítima conseguiu se soltar e, apenas de cueca, correu mato adentro até chegar às proximidades do Escritório Central da Usiminas.

Vigilantes ampararam o menor e o encaminharam à Polícia Militar. Com apoio do Conselho Tutelar, ele foi medicado no Pronto-Socorro Municipal de Ipatinga. Acompanhado da mãe, a vítima alegou que foi agredida porque teria dado um tapa em outro menor. “Eles me pegaram para vingar o tapa”, disse ele, que possui 26 registros na Central de Operações da PM (Copom).

Durante todo o dia de ontem equipes da Polícia Militar realizaram buscas para prender os agressores. Foram identificados quatro adolescentes acusados pela agressão, e dois acabaram apreendidos. Um deles foi encontrado na Praça Valdomiro Serafim da Costa, no Bom Jardim, e o segundo na rua Tirso. Eles confessaram a agressão e contaram uma outra versão.
O motivo: vários furtos praticados pelo adolescente no bairro Bom Jardim. “Ele estava sujando a área, trazendo a polícia todo dia aqui. Ele roubou até de quem dava comida e hospedagem. Queríamos dar uma lição nele”, disse o menor, de 15 anos, alegando que usaram pedaço de madeira, pedras e borracha para agredir a vítima.

Segundo o agressor, o objetivo era correr com o infrator do bairro e mandá-lo de volta para a localidade onde mora a mãe dele. O adolescente agredido estava fora de casa desde o mês de dezembro. “A gente ia deixá-lo amarrado até hoje (ontem) e iríamos soltá-lo. Se morresse, problema dele”, disse friamente o agressor, que foi encaminhado para a Delegacia de Orientação a Menores.
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