Família de aposentado morto cobra apuração

Wellington Fred


Elielza segura o documento de identidade do pai e mostra a tatuagem que fez em memória a Antônio Realino

TIMÓTEO - A falta de esclarecimento sobre o assassinato do aposentado Antônio Realino do Carmo, de 71 anos, revolta a família da vítima, que mora no bairro Alegre. Após três meses, até o momento ninguém foi preso pelo crime. “Queremos que as autoridades nos dêem uma resposta, pois não agüentamos mais saber que nada foi feito”, disse a auxiliar de serviços Elielza Dornelas do Carmo, de 29, filha de Antônio Realino.

A vítima sumiu no dia 29 de novembro de 2007, quando saiu para ir ao sítio Natividade, no bairro Limoeiro. Ele foi ao local para receber por um trabalho e depois desapareceu. O corpo dele foi encontrado na margem do rio Piracicaba, dentro de uma sacola, após ficar sete dias desaparecido. A suspeita recaiu sobre uma pessoa que foi ouvida e negou qualquer envolvimento no caso.

De acordo com Elielza, toda a família cobra uma resposta sobre o crime, que até o momento não foi apurado. “Queremos que o culpado pague pelo que fez. Meu pai tinha uma vontade imensa de viver. Ele gozava de boa saúde e andava de bicicleta por todo lado”, disse a auxiliar de serviços, mostrando uma tatuagem que fez nas costas em homenagem ao pai.

Novo Tempo
O DIÁRIO DO AÇO procurou o delegado Nivaldo Antônio da Conceição, responsável pelo inquérito policial que apura o crime. Segundo ele, devido à alta demanda da delegacia, não foi possível avançar nas investigações. “O caso não está parado, estamos apurando na medida do possível. O problema é o excesso de serviço e a falta de policiais”, lamenta o delegado.
Ele revelou que um outro crime, a morte de Fernanda Tamara Silva Rosa, de 15 anos, no bairro Novo Tempo, em dezembro, continua em fase de apuração pelos policiais civis de Timóteo.
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