Comerciante é acusado de aliciar menores para o tráfico de drogas

Wellington Fred


Élcio foi detido pela PM com mais de 170 pedras de crack no distrito de Barra Alegre

IPATINGA - Adolescentes e crianças estariam sendo aliciados para o consumo e até o tráfico de drogas. É a acusação contra o comerciante Élcio Silva Coelho, de 31 anos, preso após a descoberta de 177 pedras de crack na casa dele e em um bar de sua propriedade. Além dele, os militares detiveram a mulher de Élcio, a dona de casa M.M.S., de 40 anos.
O tenente Clebson informou ao DIÁRIO DO AÇO que Élcio estava sendo monitorado há algum tempo, desde a saída dele da cadeia. “Um militar que mora no distrito acabou confirmando que Élcio estaria traficando. Várias equipes da PM trabalharam nesta operação, iniciada na casa do suspeito, de número 75, na rua José Antônio da Costa”, afirmou o oficial.

Na residência do comerciante, os policiais utilizaram a cadela Meg, do Canil do 14º Batalhão, para localizar, debaixo do colchão da cama de casal, 166 pedras de crack. “A mulher estava sentada sobre a cama, possivelmente para tentar impedir as buscas, mas a cadela do canil foi direto ao local onde estavam as pedras”, informou o militar que comandou a operação.

Os policiais foram para o bar de Élcio, na avenida Francisco Rodrigues, 47, ainda no Barra Alegre. Ele não se encontrava em sua casa na primeira abordagem. “No bar, encontramos onze pedras de crack prontas para a venda. De acordo com este militar, morador do distrito, Élcio estaria viciando várias crianças e adolescentes”, reforçou o tenente Clebson, acrescentando que o tráfico acontecia no bar e na rua da casa do comerciante.

Consumo
O casal foi encaminhado para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) de Ipatinga e ambos negaram o envolvimento com o tráfico. Élcio alegou que a droga apreendida era apenas para o seu consumo. “Estas pedras, uso em apenas três dias. Não tenho nada com o tráfico, são para o meu uso. Ela (mulher dele) não sabia desta droga, pois guardei as pedras quando não estava em casa”, alegou o comerciante.

A dona de casa M.M. confirmou que não sabia das pedras de crack. A mulher alegou que uma bomba d’água, apreendida pela PM como sendo furtada de uma creche e trocada por drogas, foi comprada por ela. “Tenho documento desta bomba e não tem nada a ver com esta que foi furtada”, defendeu M. que ficou à disposição, juntamente com o marido, do delegado de plantão Marcelo Franco Marino.
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