Multidão se despede de empresária

Wôlmer Ezequiel


Simoni chegava à sua casa quando foi abordada e morta

IPATINGA - O velório e o enterro da empresária Simoni Rodrigues da Silva, de 34 anos, foram acompanhados por uma grande multidão durante o dia de ontem. Proprietária do supermercado Odelot, Simoni foi assassinada durante uma tentativa de assalto praticada pelo ex-funcionário Leonardo Augusto de Souza, de 20 anos. O rapaz foi preso minutos após cometer o crime na rua Guajás, em frente à casa da vítima.

Entre os amigos e familiares, a conversa era uma só: o caráter da jovem empresária. O autônomo Jair Toledo de Oliveira, de 52 anos, é tio do marido de Simoni, Adalto Toledo de Lima. “Eles compraram em 1999 o supermercado de mim assim que chegaram dos Estados Unidos. Muito jovens, eles cresceram e agora acontece isso”, comentou Jair durante o velório na Igreja Projeto Ômega, na avenida Macapá, no bairro Veneza I. O casal congregava há um ano na igreja.

Simoni deixou dois filhos, um de 7 e outro de 4 anos de idade. Jair confirmou que há 15 dias Leonardo ainda trabalhava para a vítima. “Possivelmente ele estaria planejando algo. Ficamos sabendo do fato através do motorista, que estava com Simoni no momento desta tragédia”, lamentou ao DIÁRIO DO AÇO.

Leonardo teria agido em companhia de um rapaz identificado como Carlos Eduardo. Eles abordaram Simoni e o funcionário dela assim que chegavam num Toyota Corolla. O acusado pelo disparo confirmou a autoria do crime. “Ela bateu a porta contra a arma, que disparou. Depois do primeiro, atirei outras duas vezes”, disse antes de ser ouvido pelo delegado de plantão, Célio Las Casas, na Regional de Ipatinga.

Latrocínio
O delegado adiantou que autuou o jovem por latrocínio (roubo seguido de morte), pena prevista, caso haja condenação, de 20 a 30 anos de prisão. “Já temos o nome do outro envolvido, que fugiu de bicicleta, levantado pela Polícia Militar. O inquérito será encerrado pelo delegado da Furtos e Roubos”, finalizou Célio.

Leonardo teria premeditado o assalto ao observar que a empresária costumava levar para casa o dinheiro arrecadado pelo supermercado, localizado no bairro Jardim Panorama. Um único disparo acertou o tórax, lado esquerdo, e atingiu o coração da empresária. O acusado foi encontrado debaixo da ponte do ribeirão Ipanema, entre o Parque Ipanema e o bairro Iguaçu. O revólver calibre 38 estava com três cartuchos deflagrados, um mascado e dois intactos.
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