Pedreiro é executado no Canaãzinho

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Adanclis ainda teria tentado

IPATINGA - Um assassinato no início da madrugada de segunda-feira quebrou o clima do Carnaval no Vale do Aço. O pintor Adanclis Fernandes, o “Preto”, de 27 anos, foi executado a tiros na rua Monte Sinai, no bairro Canaãzinho, próximo à residência dele. O rapaz teria falado que iria acertar “umas paradas” ao sair de casa, minutos antes de ser executado. O caso é investigado pela Delegacia Adjunta de Crimes contra a Vida.

A morte de Adanclis ocorreu nos primeiros minutos de segunda-feira, logo após ele sair de casa levando dois cordões e uma pulseira em ouro. O pintor teria informado que iria acertar um problema, mas não revelou que “parada” pretendia resolver. Uma unidade de resgate do Samu foi acionada logo após os disparos, constatando a morte de Adanclis com tiros nos braços e nariz.

Objetos pessoais dele foram encontrados em uma via paralela à Monte Sinai, rua Sodoma, onde podem ter ocorrido os tiros. O rastro de sangue apontou que Adanclis saiu correndo para tentar fugir dos seus assassinos, mas não conseguiu ir muito longe. Seu corpo foi liberado pelo perito Gilmar, após levantamentos policiais na cena do crime. As jóias levadas pelo pintor não foram encontradas pela polícia.

De acordo com o irmão da vítima, o açougueiro Douglas Christian Fernandes, de 23 anos, Adanclis tinha vários problemas por causa do vício em drogas. “Ele vivia comprando e não pagava aos traficantes. Chegava a pegar coisas em casa para pagar as dívidas. Já houve ameaças de morte, porém só não ocorria o crime em respeito à nossa família”, informou Douglas ao providenciar a liberação do corpo do pintor no Instituto Médico Legal de Ipatinga.

Adanclis deixou um filho de quatro anos de idade, criado pela avó, Aparecida Isadora Fernandes. O pintor, antes de ser morto, estava em um churrasco em sua casa e, por volta de meia-noite, resolveu sair. “Várias pessoas ficaram ligando, atrás dele. Assim que saiu de casa, 20 minutos depois, ele chegou batendo no portão tentando entrar, sem forças até para falar”, recordou Douglas.
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