Chacina de Belo Oriente completa dois anos

DA REDAÇÃO - Permanece sem novidades o inquérito policial que investiga um crime brutal ocorrido dia 14 de janeiro de 2006,  na rua Nossa Senhora do Carmo, bairro Santa Terezinha, em Belo Oriente, em que foram mortas três pessoas em uma madrugada que ficou conhecida como a “Chacina de Belo Oriente”. Na segunda-feira o crime completou dois anos e ainda não foi apontado nenhum acusado.

Tudo começou quando Juliano Batista Ferreira assassinou o agente de polícia Lahyre Paulinelli de Magalhães, na noite de dia 6 de junho de 2005. O policial foi executado a tiros dentro de casa, na rua São Paulo, no bairro Novo Oriente, em Belo Oriente. A ação de Juliano Batista não resultou apenas em sua prisão diante da acusação da autoria dos disparos contra a vítima. Ele foi preso seis meses depois em Cacoal, Estado de Rondônia.

Seus familiares sofriam perseguição. Eles chegaram a ser hospitalizados com suspeita de envenenamento na água que era servida na residência. O fato aconteceu depois de policiais cumprirem um mandado de busca e apreensão. Um mês depois, o irmão de Juliano, o estudante Paulo Felipe Cândido Alves Ferreira, de 16 anos, foi baleado nas costas com dois tiros de escopeta calibre 12, na rua 1º de Março, no Centro de Belo Oriente.

No dia 3 de janeiro de 2006 dois homens numa motocicleta assassinaram Jardel Cândido Alves Ferreira, de 27 anos. Após onze dias, o alerta de algo pior que aconteceria com outros membros da família de Juliano não foi suficiente para evitar a Chacina de Belo Oriente. Ela ocorreu durante a madrugada de 14 de janeiro. Pelo menos cinco homens invadiram a casa dos pais do acusado, executores armados com pistolas calibre 380 e escopetas calibre 12.

Eles mataram a mãe de Juliano, Terezinha Caetana Batista Gomes, de 46 anos, o irmão dele, Paulo Felipe, que havia escapado da tentativa de homicídio meses antes, e ainda o ajudante Heraldo Ciro de Souza, de 25 anos, que namorava uma filha de Terezinha. A filha que estava grávida foi poupada, juntamente com uma sobrinha dela, de cinco anos na época.

O delegado de Homicídios Fausto Ferraz, da Polícia Civil, em Belo Horizonte, é o responsável pelo inquérito que investiga a “Chacina de Belo Oriente”. Apesar de várias investigações, inclusive comandas por policiais da capital, até o momento ninguém foi preso pelos crimes.
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