Cebus socorre jaguatirica atropelada

Divulgação


A jaguatirica sofreu fraturas na região bucal e braço esquerdo

IPATINGA – Deu entrada no Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus), na noite do último sábado, 5, uma jaguatirica (Leopardus pardalis) macho, encaminhada pela unidade do Ibama de Governador Valadares. O animal sofreu um atropelamento na região de São João Evangelista, leste de Minas Gerais e apresentava muitas escoriações.

Segundo o médico-veterinário Lélio Costa e Silva, que operou o animal, o estado da jaguatirica inspira cuidados, já que ela apresentou fraturas completas na região bucal (maxilar inferior, além de perda de dentição) e braço esquerdo (úmero). “O maior desafio é o pós-operatório com curativos, soroterapia e antibióticos para que o animal se recupere em um prazo mínimo previsto de 60 dias”, avaliou.

O diretor do Cebus, José Ângelo Paganini, ressaltou a disponibilidade técnica gratuita do Centro como “única instituição privada dedicada à fauna regional que trabalha em parceria com órgãos ambientais como Ibama e Polícia Ambiental, abrangendo uma região cada vez mais extensa, incluindo todo o leste mineiro”. O Centro já possui a espécie em cativeiro. Recentemente, no último mês de outubro, nasceram dois filhotes que permanecem na Usipa. Os nascimentos ganharam destaque nacional pelas dificuldades de reprodução, que requer cuidados especiais.
 
Risco de extinção
A jaguatirica tem o corpo esbelto e musculoso. Os pelos são curtos e apresentam suave coloração de fundo amarelado ou pardo-acinzentado, com manchas pretas arredondadas, que podem apresentar-se como listas na parte superior do corpo. No ventre e nas patas a cor é esbranquiçada. O adulto pesa até 15 kg e mede até 50 cm de altura, sendo considerado um felino de médio porte. Alimenta-se de aves, répteis, roedores, coelhos, cutias e pacas.

Em cativeiro alimenta-se de carne picada e pequenos animais abatidos. A idade mínima para procriação das fêmeas é de 18 meses e os machos começam a partir dos 15 meses. A fase de reprodução vai de setembro a novembro e a gestação dura entre 70 e 75 dias. Geralmente, nasce de um a dois filhotes.

A jaguatirica vive, em média, 20 anos. O animal está atualmente ameaçado de extinção devido à caça predatória e devastação de seu habitat natural. É uma espécie constante da Lista Brasileira dos Animais Ameaçados de Extinção.
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