PC apreende cerca de 5 kg de cocaína

Policiais civis monitoravam os suspeitos há pelo menos dois meses


Conforme investigação feita pela polícia, a droga teria vindo de Belo Horizonte através de Wellington Ferreira
IPATINGA - Na manhã de ontem, policiais civis prenderam o comerciante Cledmilson Alexandrino da Silva, de 30 anos, acusado de tráfico de drogas. Em poder dele, os agentes apreenderam cerca de cinco quilos de cocaína, droga que estava no porta-malas do Volkswagen Golf do investigado. Também foram detidos Wellington de Fátima Ferreira, de 27 anos, e duas mulheres. Os suspeitos foram apreendidos no Caladinho do Meio.

O delegado Geraldo Magela de Morais, titular da Delegacia Adjunta de Tóxicos e Entorpecentes, informou ao DIÁRIO DO AÇO que sua equipe investigava a ação dos suspeitos há dois meses. O início dos resultados se deu há dez dias, quando Josineide Pereira Alexandre, de 24 anos, foi presa no terminal rodoviário de Ipatinga. Ela trazia cerca de 1,5 kg de crack e o destino seria Cledmilson.

Os policiais apuraram que o investigado receberia mais drogas ontem. Eles mantiveram campana próximo à casa de Cledmilson, na rua Vale da Madeira, no Caladinho do Meio. Quando o suspeito chegou no Golf, placas HAI-4421, os agentes encontraram no porta-malas dez tabletes de cocaína pesando cerca de cinco quilos da droga. As investigações apontaram que Wellington foi o encarregado de trazer a droga de Belo Horizonte.

“Ele buscou a droga para Cledmilson. Eles foram presos e vão responder por tráfico de drogas. As outras pessoas detidas, três mulheres, também serão investigadas”, disse o delegado Magela. Os acusados não quiseram conversar com a imprensa, alegando que só vão se pronunciar em juízo. Os dois foram autuados em flagrante por tráfico de drogas (artigo 33) e associação ao tráfico (artigo 35) na Lei de Tóxicos e Entorpecentes. O delegado Magela autuou também Keili Silva de Freitas, de 25 anos, por associação ao tráfico.

Depoimentos
O delegado informou ao DIÁRIO DO AÇO parte do conteúdo dos depoimentos dos envolvidos. Segundo Cledmilson, ele emprestou o carro para Wellington e não sabia de nada. O rapaz confirmou a história do comerciante, mas colocou um “tempero” a mais. Ele disse que comprou a droga em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pagando por ela R$ 50 mil, e tentou livrar o colega de envolvimento.

O fato que chamou a atenção do delegado foi a alegação de Wellington. Ele disse ter comprado a droga para uso próprio. “O rapaz disse que trabalha como mecânico de bicicleta e é mototaxista, aferindo por mês cerca de R$ 800”, comentou Magela, também surpreso com a informação prestada pelo rapaz em cartório.

Cledmilson está em regime de albergue da cadeia de Timóteo, fato confirmado pelo delegado Francisco Pereira Lemos. Ele informou que sua equipe também já levantava informações a respeito do comerciante, que seria um dos principais traficantes na região. “Ele respondia por tráfico e cumpria o resto da pena no albergue”, revela Lemos.
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