“ET” responderá por homicídio qualificado

Delegada encaminha à Justiça inquérito da morte de “Mancola”

Arquivo/DA


Edson Martins, o ET, alega que estava sendo ameaçado de morte

IPATINGA - A delegada Adeliana Xavier dos Santos, titular da Delegacia Adjunta de Crimes contra a Vida (DACcV), encaminhou para a Justiça, na última quinta-feira, o inquérito concluso do assassinato do adolescente W.C.S., o “Mancola”, de 16 anos. O crime aconteceu na rua Magdala, no bairro Canaãzinho, no dia 26 de agosto. O motivo do crime, alegado pelo indiciado Edson Souza Martins, o “ET”, de 25 anos, foi que estava sendo ameaçado de morte.

As apurações iniciais da Polícia Civil apontaram para acerto de contas: possibilidade de dívida de drogas. Porém, segundo Adeliana, os policiais não conseguiram comprovar esta hipótese. “Ele alegou em cartório que Mancola teria tentando contra sua vida”, informou a delegada.

O adolescente morreu quando passava de bicicleta próximo à praça do Canaãzinho. Dois homens que estavam numa bicicleta dispararam vários tiros em sua direção. Cinco projéteis acertaram a cabeça do adolescente. O autor dos tiros seria ET, que conduzia a bicicleta. Ao ser preso mediante um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça, ele negou o crime, mas depois mudou a história ao ser ouvido em cartório na delegacia.

O ponto chave da investigação foi o companheiro que estava em companhia de ET. Após a primeira oitiva do suspeito, esta pessoa compareceu até a delegacia e esclareceu tudo. Ela contou que se encontrou com ET na feira do bairro Canaã. “Ele pegou carona com ET até o Canaãzinho e assustou-se com os tiros, chegando até a cair da garupa. As apurações apontaram que esta pessoa, testemunha ocular, não tem nada a ver com o crime”, explicou Adeliana.

Indiciado
Adeliana informou ao DIÁRIO DO AÇO que concluiu o inquérito e remeteu os autos à Justiça. ET foi indiciado por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima). O Judiciário decidirá se ele vai ficar preso (recolhido no Ceresp) até o fim do processo.

Vida no crime
Mancola teve a curta vida marcada pela violência por se envolver  com as drogas. Este adolescente já havia sido alvo de duas tentativas de homicídio e confessado a autoria da execução do soldador Epitácio Silva Oliveira, o Tita, de 32 anos, ocorrida no dia 25 de maio na praça do bairro Canaãzinho. O motivo: um tapa que Tita desferiu no rosto de Mancola. Porém, a polícia suspeita que o crime tenha sido motivado por causa de ponto de tráfico de drogas.
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