Homem foge da polícia e deixa 50 quilos de maconha

07/08/2007 às 00:00
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FABRICIANO - Um fato inusitado resultou numa das maiores apreensões de maconha no Vale do Aço, no início da madrugada de domingo. O ajudante Eliseu Paulo de Jesus Costa, de 22 anos, se assustou com a presença do delegado Francisco Pereira Lemos, e, ao fugir, deixou para trás dois sacos com 55 tabletes de maconha, totalizando cerca de 50 quilos. A apreensão recorde ocorreu no bairro Frederico Ozanan e movimentou policiais civis e militares para prender o acusado.

O delegado Lemos disse ao DIÁRIO DO AÇO que passava pela rua Beija-flor, no bairro Frederico Ozanan, quando deparou com o já conhecido acusado de tráfico de drogas. “O local é um ponto de tráfico, e ele, com outras duas pessoas, tentou fugir no carro ao me ver. Ele jogou dois sacos plásticos na rua e desapareceu”, conta o delegado.

Lemos informa que acionou outros policiais civis e também pediu apoio à Polícia Militar para tentar prender Eliseu e os dois comparsas. “Acredito que Eliseu tenha se machucado na fuga ao rolar de um barranco. Efetuei disparos com a arma, mas não acredito que ele tenha sido atingido. Já vistoriamos vários barracos onde costuma ficar, porém não o encontramos”, acrescenta o policial civil.

Os policiais apreenderam ainda o Fiat Uno, cor cinza, placas KJA-8659, que estaria em poder de Eliseu. A droga foi pesada ao ser encaminhada para a 19ª Delegacia Seccional de Coronel Fabriciano para ser lacrada e periciada, ficando à disposição da Justiça.

Prisão
O delegado Lemos adiantou que vai pedir à Justiça a prisão de Eliseu e seus comparsas. “Tenho certeza de que estas pessoas poderão ser presas nos próximos dias. A droga veio da capital e seria revendida na cidade. Depois que chega, em pouco tempo ela é redistribuída para outros traficantes. Eliseu se enriqueceu muito rápido e estamos monitorando esta pessoa há algum tempo”, aponta.

O valor total da maconha apreendida é estimado entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. “O importante foi evitar que usuários e traficantes tivessem acesso a essa droga. Se algumas autoridades policiais deixassem de ficar disputando poderes em seus gabinetes refrigerados e, se fossem para a rua combater o crime, com certeza teríamos melhores resultados”, observa o delegado Francisco Lemos.
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