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Estátua do ex-presidente Castelo Branco é derrubada em ato público
A Ditadura Civil-Militar ainda está viva entre nós. Ruas, avenidas, prédios, praças e monumentos pelo Brasil afora foram batizados em homenagem a torturadores e ativos participantes do Golpe de 64. Não se trata de querer tentar apagar da memória os arbítrios de um dos períodos mais negros da história do Brasil, mas tais honrarias hoje representam uma afronta à sociedade.
Nesta quarta-feira (23), em Dom Cavati, que pertence ao Colar Metropolitano do Vale do Aço, ao som do Hino Nacional Brasileiro e fogos de artifícios, a Prefeitura Municipal promoveu um ato público de cancelamento de homenagem e ao mesmo tempo, retirou, da Praça da Igreja Católica, a estátua do ex-presidente Marechal Humberto Alencar Castello Branco. Castelo foi um dos articuladores e primeiro presidente da ditadura instaurada pelo golpe civil militar de 1964.
O prefeito Pedro Euzébio, e o secretário executivo da Associação dos Municípios do Desenvolvimento Integrado - AMDI, Fabrício de Assis, além de outras lideranças políticas e sociais, acompanharam de perto a retirada do monumento. Foi usada uma retroescavadeira para deitar o monumento que homenageava um torturador.
Outros casos Pelo Brasil existem dezenas de exemplos de que a Ditadura Civil-Militar que grassou no Brasil durante 21 anos ainda não acabou. A tal transferência de poder “lenta, gradual e segura” das mãos dos militares para as mãos de civis, simbolizada pela inusitada posse de José Sarney à presidência da Republica em 1985, na verdade representou a continuidade no poder daqueles que derrubaram o governo de João Goulart em 1964. E um dos exemplos que ilustram essa continuidade são as homenagens prestadas pelo Estado “democrático” que batiza ruas, praças, prédios e outros monumentos com os nomes de notórios golpistas e torturadores.