22,9 milhões de brasileiros estão desempregados, subocupados ou inativos

A população jovem é a mais atingida pela subutilização da força de trabalho, aponta levantamento do IBGE


Desempregados no Brasil alcança a marca perto de 23 milhões e os mais jovens são os mais prejudicados

A força de trabalho subutilizada chegou a 22,9 milhões de pessoas no Brasil no terceiro trimestre. O número representa a soma de pessoas desocupadas, desocupação por insuficiência de horas trabalhadas e da força de trabalho potencial. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua, do IBGE, que mostrou taxa de subutilização em 21,2% no período, crescimento com relação aos 20,9% vistos no trimestre anterior e aos 18,0% do mesmo período em 2015.

De acordo com o relatório, a população jovem é a mais atingida pela subutilização da força de trabalho.
Entre os 12 milhões de desocupados, 32,6% tinham de 18 a 24 anos de idade e 35,2% tinham de 25 a 29 anos. Dentre os 4,8 milhões de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, 17,2% eram do grupo etário de 18 a 24 anos e 39,9% tinham de 25 a 39 anos.

Analisando força de trabalho potencial e desocupação, chega-se a uma taxa combinada de 32,1% para os jovens de 18 a 24 anos de idade e de 14,6% para os do grupo de 25 a 39 anos. Sendo que a população de 14 a 17 anos de idade, que representava 11,7% desta combinação, apresentou uma taxa combinada de desocupação e força de trabalho potencial de 57,4%

“Quando agregamos todas as medidas de subutilização chegamos a uma estimativa composta da subutilização da força de trabalho. Os grupos etários de 18 a 24, 25 a 39 e 40 a 59 anos de idade, que representavam, respectivamente 27,0%, 34,2% e 24,9%, eram maioria neste contingente.

Nesta ordem, as taxas compostas de subutilização da força de trabalho para estes grupos etários eram: 37,1%, 19,3% e 14,3%. Sendo que a população de 14 a 17 anos de idade, que representava 10,1% desta combinação, apresentou uma taxa composta de subutilização da força de trabalho de 62,3%”, escreve a pesquisa.

Na comparação por gênero, as mulheres são mais atingidas que os homens pela subocupação. No período, aproximadamente 6,1 milhões de pessoas no Brasil, embora estivessem fora da força de trabalho, teriam potencial de integração à força de trabalho brasileira. Cerca de 3,7 milhões ou 60,1% deste contingente era formado por mulheres, percentual superior ao dos homens (39,9%).

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