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16 de novembro, de 2016 | 18:16

Metalúrgicos do Vale do Aço iniciam campanha salarial

Depois alguns encontros indústrias começam a apresentar contrapropostas

Arquivo Diário do Aço
As pautas dos sindicatos dos metalúrgicos foram aprovadas e passam por negociaçõesAs pautas dos sindicatos dos metalúrgicos foram aprovadas e passam por negociações
As negociações da campanha salarial 2016 dos metalúrgicos já foram iniciadas entre os sindicatos e empresas siderúrgicas da região. A expectativa dos sindicalistas é que os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) sejam aprovados até o fim de 2016. O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) e do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita) informaram que as propostas já foram enviadas e analisadas pelas empresas, que já enviaram suas contrapropostas.

Na quinta reunião, realizada na terça-feira (15), a Aperam apresentou a primeira contraproposta para os trabalhadores. Dos sete itens da pauta apresentada, quatro são relativos às mudanças do plano de saúde da empresa. Além disso, a Aperam ofereceu abono de R$ 1.000 e correção salarial de 6%, abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que ficou acumulado em 8,5% nos 12 meses anteriores à data base, que é primeiro de novembro.

Na proposta apresentada pelo Metasita, uma das principais divergências é em relação ao limite de gastos do salário para pagamento de despesas médicas. A empresa quer que este teto aumente de 10% para 15%, e os trabalhadores pedem a manutenção do que já está em vigência. Outro ponto de desacordo é o reajuste salarial. O sindicato reivindica a correção completa do salário com base no INPC, com início no dia 1º deste mês. O reajuste proposto pela empresa valeria somente em janeiro do próximo ano, com 4% de correção, e a partir de abril o pagamento subiria mais 2%.

O representante do Metasita, Gildásio José Ribeiro, afirma que “a expectativa e o desejo do sindicato é que as negociações sejam fechadas até o fim do ano. Em 2015 a campanha salarial durou oito meses, não queremos que isso de novo”, enfatizou.

De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, “a Aperam tomou como base para a proposta o momento pelo qual passam as empresas, principalmente do setor siderúrgico, consequência do cenário econômico e político do Brasil. Vale lembrar que em uma negociação, não se abordam apenas itens relativos ao reajuste salarial, mas sim um pacote de benefícios dos empregados”.

Usiminas

Os representantes do Sindipa se reuniram pela quarta vez com a Usiminas, na quarta-feira (16). A contraproposta de reajuste apresentada pela companhia foi bem abaixo do INPC. A reposição salarial oferecida foi de 4%. Além do reajuste abaixo da inflação, na primeira proposta da Usiminas, não foi apresentado o abono salarial. Outra reivindicação do sindicato é a reposição das perdas salariais de 2015. De acordo com o Sindipa, a reposição deve ser o INPC do ano passado, que ficou acumulado em 10,33%.

Em nota, a Usiminas informa que a expectativa é de concluir a negociação em breve. “A indústria do aço brasileira ainda vive um dos momentos mais desafiadores da sua história. A companhia reitera seu compromisso com o diálogo aberto e negocia um acordo que não coloque em risco a sua sustentabilidade”, afirma.

Os dois sindicatos e as indústrias terão novos encontros na próxima quarta-feira (23) para continuar com as negociações do ACT.
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Comentários

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Metalúrgicos de Ipatinga

19 de novembro, 2016 | 09:27

“O que acontecendo em ipatinga e inadmissível..... temos que ir a luta.
Na usina de cubatão, os trabalhadores tiverão reajuste na campanha salarial nos ultimos 2 anos e em ipatinga a empresa vem com isto.
e a coisa ainda e poior quando sabemos que em toda a empresa somente o rh teve reajuste e um verdadeiro abssurdo, onde vamos parar...... esta brincadeira de mal gosto tem que acabar... força pessoal.... firme na luta.”

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