Wôlmer Ezequiel
Local onde seria a construção da Estação de Tratamento de Esgoto em Coronel Fabriciano
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou, nesta semana, que não construirá mais a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Coronel Fabriciano como planejado, para não prejudicar os moradores do bairro Santa Terezinha e Mangueiras e Condomínio Aldeia do Lago. Ficou decidido que a ETE projetada para Timóteo realizará o tratamento do esgoto gerado em Fabriciano.
Em 2009, um grupo de moradores dos três bairros travou uma disputa ferrenha com a Copasa, com o objetivo de evitar a construção da ETE em um terreno adquirido pela companhia entre os dois bairros e em frente à entrada do condomínio mencionado. Também foi construído, no terreno ao lado, um hospital.
O caso foi parar na Justiça depois dessa mobilização popular, em que os moradores insistiram que a ETE não poderia coexistir com a área urbana, porque geraria poluição com a emissão de gases resultantes do tratamento do esgoto.
O advogado Renato Alves Martins foi contratado por uma Organização Não Governamental (ONG), conhecida como Pessoas Interessadas em Mudanças (PIM), para ajudar nessa disputa na justiça. Renato explicou que o Ministério Público entrou com uma Ação Civil Pública e o processo tramitava na Justiça. Esta semana, entretanto, a Copasa confirmou, oficialmente, que desistiu da construção da ETE em Coronel Fabriciano. “Após longo debate judicial sobre o assunto, prevaleceu o bom senso em razão da proximidade da ETE com os bairros do entorno e do Hospital Metropolitano Unimed. Agora, resta aguardar a licença ambiental para a construção da ETE no antigo Sodalício Tio Questor, no bairro Limoeiro, em Timóteo”, esclarece.
Procurada pela reportagem do Diário do Aço, a Copasa se comprometeu em responder questionamentos sobre o andamento do projeto para tratar o esgoto sanitário gerado em Coronel Fabriciano, mas até o fechamento da edição, as informações não tinham sido repassadas.
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