Kalil é eleito prefeito de Belo Horizonte

Ex-presidente do Atlético vence campanha tensa e mais disputada da história recente da capital mineira

Divulgação

Ex-presidente do Atlético: campanha marcada por polêmicas e vitória sobre o PSDB nas urnas

Com 100% das urnas apuradas, Alexandre Kalil (PHS) está eleito como o novo prefeito de Belo Horizonte, vencendo
com margem estreita o candidato João Leite (PSDB).

No fechamento da apuração, Kalil obteve 627.903 (52,98%) contra 557.207 (47,02%) de João Leite. No sábado, pesquisa divulgada pelo Ibope, apontava que Alexandre Kalil obteria 53% e João Leite, 47% dos votos válidos.

Eleitorado

Outros números chamam a atenção no segundo turno para prefeito em Belo Horizonte. O eleitorado de Belo Horizonte soma 1.927.456 eleitores. Deste total, o número de abstenções chegou a 438.846, ou seja, 22,77% dos eleitores aptos para a votação não compareceram às urnas.

Entre os que foram votar, 72.112 (4,85% do eleitorado), preferiram votar branco e 230.914 (15,52%) anularam o voto.

Campanha polêmica

O segundo turno foi marcado pelos ataques entre candidatos e pela virada ocorrida logo após o começo da propaganda eleitoral, superando a vantagem inicial de João Leite, que teve 33,4% dos votos na primeira etapa eleitoral, enquanto o empresário teve 26,56%.

Kalil e seus coordenadores de campanha fizeram uma campanha baseada nas redes sociais e nos debates para firmar a imagem de que não era político. Seu discurso assustou, quando dizia que não prometia fazer nenhuma grande obra.

Outros resultados do segundo turno em Minas Gerais

Em Contagem, Alex de Freitas (PSDB) venceu o segundo turno na disputa com Carlin Moura (PCdoB). Em Juiz de Fora, Bruno Siqueira, do PMDB, venceu Margarida Salomão, do PT. Em Montes Claros, Humberto Souto (PPS) derrotou Ruy Muniz (PSB).

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Eleito em BH, Kalil se diz aberto ao diálogo, cita Alckmin e ignora Aécio

Na noite deste domingo Alexandre Kalil (PHS) declarou, após a confirmação da vitória, que vai procurar todos os partidos para dialogar. Ele fez menção ao governador mineiro Fernando Pimentel (PT), ao presidente Michel Temer (PMDB) e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Questionado se também procuraria o senador mineiro e atual presidente do PSDB, Aécio Neves, o futuro prefeito da capital desconversou.

“Vamos conversar com todo mundo. Com o PT do governador, com o PSDB e vamos tentar conversar com o Alckmin também. Vamos tentar conversar com lideranças e expoentes de todas as legendas e com o PMDB, de Michel Temer. Nós somos apartidários e queremos levar o meu governo para todos, não interessa de qual partido a pessoa for”, disse. Eleito com 52,98% dos votos válidos, Alexandre Kalil disputou o segundo turno com João Leite (PSDB). O tucano teve 47,02% da preferência do eleitorado.

Apesar de se colocar aberto do diálogo, ele fez uma ponderação sobre os seus adversários, mas evitou citar nominalmente Aécio Neves, padrinho político da candidatura de João Leite. "Eu respeito meus adversários, mas eles não deixam de ser adversários. Eles foram na televisão fazer propaganda contra mim. Eu posso ser um homem bom, de coração aberto, e querer lidar com todo mundo, mas o que aconteceu comigo não foi pouca coisa. Eu vou procurar quem eu acho que devo procurar. Opositor não é inimigo, mas eu tenho direito de escolher com quem eu quero sentar. É uma prerrogativa minha de quem ganhou a eleição em Belo Horizonte", disse.

Kalil disse que se sentiu muito ofendido na campanha e chorou algumas vezes antes de dormir, mas não vai guardar mágoas. Ele também afirmou que não tem receio de que seus adversários atuem para inviabilizar seu governo. "Não acredito nisso. A eleição acabou. Eu que fui tão agredido, estou com o coração aberto. Acho que agora é governar para o povo".

No segundo turno de Belo Horizonte, abstenções (438.968), nulos (230.951) e brancos (72.131) somaram 742.050. Assim como no primeiro turno, este número foi superior à quantidade de votos do candidato mais votado. Kalil obteve 628.050. O futuro prefeito de Belo Horizonte disse que ainda não recebeu nenhum telefonema de João Leite, mas que já foi cumprimentado pelo governador Fernando Pimentel.

Primeiras medidas

Repetindo o que havia dito mais cedo ao votar, Kalil reiterou que já na fase de transição pretende discutir com o poder público medidas para retirar famílias de áreas de risco. "Nós assumimos em janeiro, quando já tem casa caindo e gente morrendo. Então a primeira providência agora é sentar com a prefeitura e o governo do estado e definir ações concretas para que as chuvas não façam vítimas como vem fazendo nessa cidade". Ele disse que ainda é cedo para dizer quais serão as primeiras medidas a serem tomadas após sua posse. Também disse que não definiu o secretariado e que pretende descansar uma semana.

Bem-humorado, o futuro prefeito da capital mineira terminou sua coletiva à imprensa fazendo uma piada: "Acabou coxinha e acabou mortadela. O papo agora é quibe". Na linguagem popular, coxinha é uma palavra usada para designar uma pessoa que se diz de direita, e mortadela para aquele que é de esquerda. Já o quibe, alimento árabe, foi uma referência às origens da família de Alexandre Kalil. A brincadeira reforça o discurso que ele adotou ao longo de sua campanha, se proclamando apartidário.
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Comentários

Aline Freitas 30 de Outubro, 2016 | 19:38
Ó, lá vai o povo de BH se apreendendo em 3,2,1 ... a partir de primeiro de janeiro.

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