Aulas de cerrado ao ar livre

Fazenda da Epamig ensina sobre a vegetação do Cerrado

Divulgação


Alunos de escolas estaduais aprendem sobre o bioma do Cerrado
A diversidade e riqueza do Cerrado, maior bioma do Estado, de acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), e que é encontrado no Campo Experimental de Santa Rita, na Fazenda da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), no município de Prudente de Morais (Território Metropolitano), é um campo aberto, vivo e estimulante no aprendizado dos alunos do ensino médio da rede estadual de todo o Estado. 

Desde 2010, com a implantação do projeto “Trilha Agroecológica”, da Epamig Centro-Oeste, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemig), os estudantes têm aulas ao ar livre sobre a importância do meio ambiente, preservação, manejo do solo e agricultura. 

A reserva biológica tem uma área total aproximada de 604 hectares, dos quais a parte reservada ao conhecimento ocupa 120. A área é cortada por dois córregos, com um ninhal de garças, e no cenário há pequenas árvores e arvoretas retorcidas, com casca grossa e folhas coriáceas, brilhantes ou pilosas - o Cerrado.

Conhecimento em campo
O projeto já recebeu cerca de 1.600 estudantes, de mais de 50 escolas. Em 25 palestras e visitas à Trilha Ecológica, o projeto capacitou 985 alunos e professores. Maria Helena Tabim Mascarenhas, pesquisadora e coordenadora do projeto, afirma que a trilha constitui um instrumento pedagógico muito importante para os professores estaduais.

Uma grande diversidade de eixos temáticos e abordagens ecológicas é oferecida no local. “As áreas naturais criam salas de aula ao ar livre e laboratórios vivos, suscitando interesse, curiosidade e descoberta, possibilitando formas diferenciadas de aprendizado”, conta Maria Helena.

Centro-Oeste
A presença de espécies tradicionalmente medicinais, fornecedoras de madeira, lenha e frutíferas, é mais um atrativo da reserva. As 47 plantas da trilha ecológica são apresentadas aos visitantes, como congonha-de-bugre, pau-santo, sucupira-roxa, pau-d’óleo ou copaíba, pequi, marmelo-de-cachorro, cagaiteria, araticum, lobeira e macaúba.

Este conhecimento também permite o desenvolvimento da comunidade local, já que a atividade se torna uma alternativa de desenvolvimento sustentável na relação entre meio ambiente e sociedade. O projeto ganha importância e atrai olhares de estudantes e professores, e já recebeu alunos de Prudente de Morais, Sete Lagoas, Pitangui e de municípios da Região Metropolitana.

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