Artesanato mineiro esteve na Índia

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As artesãs mineiras mostraram sua arte na Índia, em encontro do Brics
Bordar desenhos da fauna e da flora brasileiras no tecido é uma habilidade absolutamente natural para Isis Espeschit. Com 25 anos de idade, ela já faz parte da quarta geração de artesãs da família de Ouro Preto, região central de Minas Gerais. O ofício, exercido há mais de 40 anos, foi um dos representantes da arte brasileira durante o Internacional Craft Exchange Program for Handicrafts from Brics, realizado na Índia.

O evento promoveu a troca de informações sobre técnicas, processos e mercado entre artistas populares dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O artesanato mineiro esteve fortemente representado pela delegação do Brasil, e das três bordadeiras presentes, duas eram mineiras.

Maria Aparecida Lana, do município de Barra Longa, no Território Caparaó, uma das localidades afetadas pelo desastre de Mariana, trocou experiências com artesãos de outras partes do mundo. Para ela, o bordado é mais do que um simples ofício, é uma história de família e também da cultura local. Desde os nove anos de idade ela cria delicados desenhos com o ponto Crivo Artesanal -- o mesmo utilizado na época dos colonizadores - para enxovais de cama, mesa e banho.

As bordadeiras de Minas Gerais foram escolhidas pelo Governo do Estado, com apoio do Centro de Capacitação de Apoio ao Empreendedor (Cape) e da Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (Abexa). “Ficamos muitos felizes pela oportunidade de conhecer bordados e técnicas tão diferentes. Para mim ainda parece um grande sonho”, diz Maria Aparecida. Para Isis Espeschit, a responsabilidade de representar o Brasil de fato foi muito grande. “Nossa cultura é rica e completa, por isso é um orgulho ter esse reconhecimento e essa oportunidade”, disse.

Radiografia do artesanato
O evento realizado na Índia em setembro passado foi promovido pelo Export-Import Bank of India (EXIM Bank), com apoio do governo indiano, por meio do Ministério dos Têxteis. O setor de produção e comercialização de artesanato é um dos mais dinâmicos e tradicionais da economia indiana, empregando cerca de 7 milhões de pessoas e sendo responsável por exportações da ordem de US$ 3,2 bilhões apenas em 2015.

Em Minas Gerais, a estimativa oficial é de que existam cerca de 300 mil artesãos nas mais diferentes regiões do Estado, com uma movimentação aproximada de R$ 2,2 bilhões por ano em toda a cadeia.

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