11 de outubro, de 2016 | 16:12
Chances escassas
Depois do empate com o Corinthians, as chances do Atlético para chegar ao título de campeão brasileiro foram reduzidas. Matematicamente ainda tem chances, mas pelo que vem apresentando em campo, o Galo não irá conseguir superar a forte equipe do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem dificuldades em aceitar que o seu time não vive em função do mediano Patric que, após se tratar de uma contusão, tem voltado a equipe aos poucos e ocupando um lugar que não deveria ser seu.A importância do treinador no banco de reservas tem influenciado muito os times nesta campanha. Marcelo não é ousado para mudar um esquema tático com o jogo em andamento, prefere a maneira metódica de jogar, do que ousar para tentar uma vitória. Mesmo derrotado pelo placar mínimo, mantém os jogadores em campo, e quando mexe prefere colocar um jogador mediano como Patric, do que acionar Dátolo, mais técnico e preciso nos passes.
Da mesma forma, não escala Pratto e Fred juntos em uma partida difícil. A justificativa é que os dois não podem jogar juntos, por suas características, mas o treinador, quando mexe, é sempre repetitivo, trocando seis por meia dúzia, quando deveria fazer as mudanças com base no modo de jogar do adversário para tentar surpreendê-lo.
Na rodada deste meio de semana, o Galo vai receber o América no Mineirão, e deve ter dificuldades para vencer. O Coelho, há várias rodadas segurando a lanterninha, e virtualmente rebaixado à Série B, pretende dificultar as ações do Atlético para vencer ou no mínimo um empate. Como o interesse pelo clássico” anda em baixa, o presidente do América tem dado declarações para ameaçar tirar o Atlético do Independência, como se tivesse poderes para se sobrepor aos termos do contrato firmado com a BWA, administradora do estádio.
Não acredito que Marcelo Oliveira possa dar um novo alento ao torcedor atleticano nesta reta final de Campeonato Brasileiro. Apesar do clima de descrença, os torcedores continuam apoiando, na expectativa de um milagre que possa vir a acontecer.
SELEÇÃO BRASILEIRA
Tostão, um dos mais conceituados comentaristas esportivos da atualidade disse, em sua coluna, que há exagero nos elogios à seleção brasileira comandada pelo treinador Tite. Concordo plenamente com essa avaliação, pois o time ainda não enfrentou a Argentina, Uruguai e Chile. Portanto, precisamos ver o desempenho diante desses três adversários para que possamos fazer uma análise mais realista.
O importante agora é carimbar a vaga para a Copa do Mundo, e na sequência dar condições ao treinador para encorpar a equipe com vistas ao Mundial na Rússia.
Não adianta ficar trazendo jogadores veteranos para o elenco, e para disputar uma competição apenas. É preciso renovar, fazer uma mudança radical na equipe para que isto se reflita no futebol brasileiro.
Tite continua insistindo com Daniel Alves, Luiz Filipe, três goleiros que não inspiram confiança, Paulinho e Firmino. É preciso renovar, com qualidade. Há nomes promissores na seleção olímpica, mas o treinador preferiu apostar em veteranos, estrelas que querem mandar em tudo e com as contas recheadas de euros. A seleção brasileira não pode servir apenas como vitrine para jogadores a caminho do final de carreira.
LEMBRANÇAS
A história do bairro Novo Cruzeiro passa por grandes nomes, pessoas que se dedicaram ao desenvolvimento do bairro. Sebastião Picola é um destes personagens. Conhecido pelo apoio incondicional à equipe do Novo Cruzeiro, Sebastião Picola deixou a sua marca no futebol, montando sempre boas equipes para disputar os campeonatos regionais.
Contato com a coluna: [email protected].
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]















