Governo Federal pretende reformar o Ensino Médio

A Medida Provisória enxuga grade currícular do Ensino Médio e desobriga aulas de Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia

Arquivo Agência Brasil


Grade deve ser flexibilizada a partir dos interesses do próprio aluno
O presidente Michel Temer assinou e vai encaminhar ainda nesta quinta-feira (22), ao Congresso Nacional, Medida Provisória (MP) para reestruturação do ensino médio que, quando aplicada, possibilitará que o aluno escolha diferentes trilhas de formação e formação técnica. O governo também anunciou plano de ampliar a educação integral a partir de 2017.

A intenção é que o ensino médio tenha, ao longo de três anos, metade da carga horária de conteúdo obrigatório, definido pela Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussão. O restante do tempo deve ser flexibilizado a partir dos interesses do próprio aluno e das especificidades de cada rede de ensino no Brasil. Os alunos poderão escolher seguir algumas trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas

As mudanças pretendem favorecer, também, a aplicação dos conhecimentos em diversas áreas – inclusive no dia a dia dos alunos e na realidade do Brasil e do mundo. Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), até 2024, 50% dos matriculados cumprirão jornada escolar em tempo integral de, no mínimo, sete horas por dia, somando 4,2 mil horas em todo o ensino médio.

De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, a pasta investirá R$ 1,5 bilhão para ofertar o ensino integral a 500 mil jovens até 2018. O tempo integral passará a ser fomentado a partir do ano que vem. “O tempo integral retira os jovens da vulnerabilidade nas grandes e médias cidades do Brasil e garante uma educação de qualidade”, disse.

Ao discursar durante o evento de assinatura da MP, o presidente Michel Temer garantiu que “não haverá redução das verbas para educação”. Segundo Temer, a reforma no ensino médio pretende fazer com que seja dado um “salto de qualidade na educação brasileira”.

A partir de 2017

A expectativa é de que essas mudanças comecem a ser aplicadas a partir de 2017, de acordo com a capacidade de cada rede de ensino. Conforme Mendonça, não há prazo de implementação para a reforma, mas a primeira turma deve ingressar no novo modelo em 2018.

A reforma do ensino médio passou a ser priorizada pelo governo após o Brasil não ter conseguido, por dois anos consecutivos, cumprir as metas estabelecidas. De
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Comentários

Gildázio Garcia Vitor 22 de Setembro, 2016 | 20:14
Entre os vários problemas enfrentados pelo Ensino Médio, como, por exemplo, alunos semianalfabetos, escolas sem infraestrutura mínima, professores que não têm domínio sobre o conteúdo que devem ministrar, carência de professores em determinadas áreas (Física, Química e Biologia) etc. essa MP não tem condições de solucionar. Portanto, é preciso pensar no ensino básico como um todo, pois as deficièncias dos Ensinos Fundamentais I e II, que não conseguem preparar os alunos nem com o mínimo esperado/desejado, vão continuar, Além disso, a maioria dos professores somos mal formados e mal informados, a LC 100, do governador Aécio Neves, é a maior prova dessa minha (e de muitos outros) tese.Os governantes ainda não entenderam que só produzem qualidade aqueles que têm qualidades, é o caso da Usiminas, que produz os melhores aços do mundo, quiçá do Universo, porque os seus Trabalhadores/Colaboradores têm muitas qualidades e, por isso, são respeitados até pelos japoneses, que sabem o que é qualidade, principalmente na Educação de seus cidadãos,

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