17 de setembro, de 2016 | 10:24
Campanha chama atenção à prevenção ao suicídio
A prevenção do suicídio é feita por meio do acolhimento familiar e acompanhamento médico
DA REDAÇÃO - O dia 10 de setembro é marcado como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e, neste sentido, foi desenvolvida a Campanha Nacional de Prevenção ao Suicídio. A campanha, lançada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) ganhou popularidade nas redes sociais, que estão coloridas de amarelo, cor símbolo da ação, durante todo o mês.Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados recentemente, indicam que cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano em todo o mundo. No Brasil, são 12 mil casos, dentro do mesmo período. De 2000 a 2012, o aumento de suicídios no país foi de 10,4%, entre as mulheres esse aumento foi de 17,8%.
Dados pesquisados pelo Diário do Aço, junto à Secretaria de Estado de Defesa Social, mostram que em oito municípios do Vale do Aço foram registradas 17 ocorrências de autoextermínio somente em 2016. Até o momento ocorreram seis casos em Ipatinga, três em Coronel Fabriciano, três em Timóteo e Açucena, Belo Oriente, Ipaba, Joanésia e Marliéria, um caso por município.
O psicólogo ipatinguense Paulo Ferreira afirma que a depressão é um dos transtornos do humor que mais contribui para os altos índices de pessoas que tiram a própria vida. Essa enfermidade atinge mais de 20% da população, em algum momento da vida. A incidência da depressão é duas vezes mais nas mulheres que nos homens. Desse total, 2/3 dos deprimidos pensam em suicídio e a estatística médica aponta que 10% a 15% o cometem” informa.
Motivação
Os motivos para as pessoas cometerem atos de suicídio são diversos. Desde perda de entes queridos, desilusões amorosas, problemas profissionais e até perda de status social. Paulo explica que para o suicida, sua dor é maior e mais intensa da face da Terra e que a morte é a última alternativa, uma vez que não tem mais esperança no futuro”.
Segundo o psicólogo, fatores da vida contemporânea como consumismo desenfreado, concorrência desleal, produção a qualquer custo e instabilidade profissional desestabilizam o emocional e leva o homem ao adoecimento psíquico, físico” e pode acarretar graves atitudes.
Para o especialista a prevenção do suicídio é feita por meio do acolhimento familiar e acompanhamento médico. Os parentes das pessoas com transtornos mentais ou do humor, assim que notarem o problema, devem levar esta pessoa para um tratamento médico, psicológico, e também apoio religioso. A presença da família, o amor, o carinho, são imprescindíveis para o alivio ou a cura do doente” conclui.
Repórter: Fernando Lopes
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João Pessoa S.
19 de setembro, 2016 | 06:33Parabéns pela iniciativa de fazer a divulgação de um tema que ainda é tratado como tabu. 17 suicídios na região já deveria ter acendido a luz amarela. Como sempre, as nossas autoridades fazem vista grossa para as mazelas sociais e de saúde pública”