06 de setembro, de 2016 | 18:00
Pagamento começa a ser feito e São Camilo de Timóteo encerra paralisação
Em Fabriciano, atendimento ainda está limitado a casos críticos
IPATINGA A assessoria de Comunicação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) informou que o Governo de Minas Gerais liberou, na sexta-feira (2), cerca de R$ 29,5 milhões para a área de Saúde no Estado. Os recursos, oriundos do Tesouro Estadual, foram repassados a hospitais municipais e instituições vinculadas à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Com isso, os médicos do São Camilo começaram a receber o valor devido. Na unidade de Timóteo, a informação era de que o atendimento seria retomado, de forma plena, a partir das 19h de terça-feira (6). Já em Coronel Fabriciano, a paralisação permanece e o atendimento é feito somente a casos críticos.O advogado do corpo clínico, Maicon Reis, relatou ao DIÁRIO DO AÇO que a unidade de Timóteo pagou tudo o que estava pendente. Já Fabriciano, não. Nesta unidade, a expectativa é de que a situação seja regularizada até quinta-feira (8). Os médicos realizam atendimento de forma reduzida, desde o dia 3, recebendo somente casos críticos.
Do total da verba liberada para unidades no Estado, R$ 597.477,04 foram repassados ao hospital de Timóteo e R$ 1.348.391,91 ao São Camilo, em Coronel Fabriciano. Além de R$ 7,8 milhões para o Risoleta Neves, em Belo Horizonte, e R$ 2,1 milhões para o Hospital Municipal de Uberlândia. Foram destinados, ainda, R$ 12 milhões para a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e R$ 5 milhões para a Fundação Hemominas.
O coordenador do Pronto Socorro de Fabriciano, Diego Emanuel Ribeiro Reis, explica que o valor de fato foi depositado para o hospital, entretanto, para os médicos, ainda não. Entrou o valor referente ao mês de junho, mas para os médicos esse pagamento deve ocorrer entre hoje (terça-feira) até quinta-feira. Por causa dessa situação, tanto em Fabriciano quanto em Timóteo, estamos atendendo somente casos classificados como críticos”, disse.
Em razão da limitação no atendimento, o médico informou que foram recebidas algumas reclamações por parte da população. Além disso, representantes da Secretaria de Saúde e também do Ministério Público estiveram nas unidades. Tivemos certo desconforto, mas a cobrança só não é maior porque as pessoas estão procurando atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipatinga. Tivemos notícia, inclusive, de que mais um médico foi colocado para atender os pacientes por lá. Essa situação toda é ruim, porque sobrecarrega por lá”, lamentou.
Impasse
No mês de julho, os médicos informaram que as unidades estavam sem convênio com o governo do Estado, referente ao Sistema Único de Saúde (SUS). Dias depois, a regularização dos contratos ocorreu, porém, o valor não foi depositado para o São Camilo de imediato.
No dia 31 de agosto, a assessoria de Comunicação do hospital informou que os débitos do Estado poderiam gerar colapso e que, apesar dos contratos terem sido renovados, os hospitais não receberam integralmente os repasses, totalizando aproximadamente R$ 5 milhões em dívida do Estado para com a entidade. Informou, ainda, que a assistência poderia ser interrompida caso a dívida não seja quitada.
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Repórter: Bruna Lage
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José Antônio
12 de setembro, 2016 | 20:39Que covardia estão fazendo os políticos, sem distinção partidária, com o nosso sarcástica e mineiramente definido "Zé Povinho". Lembro-me que diziam os ditos cujos, nos tempos idos, que o futuro da população no geral, especialmente daqueles que ainda estavam na "olaria" sendo fabricados, seria maravilhoso com a benção do Divino Mestre e Senhor. Esqueceram entretanto de seguir as regras estabelecidas pelo Divino, entre elas a que diz ser " ...a terra o pão comum, e não um pernicioso objeto de desejo individual...". Quanto lamento e tristeza ! Quanta saudade certamente temos nós, o "Zé Povinho", dos Hospitais "Siderúrgica" e "Nossa Senhora do Carmo" com seus "Doutores do Povo". Boas e fiéis, ainda, lembranças.”