Seca faz municípios do Amazonas decretar situação de emergência

Rios fundamentais para o trafegabilidade também foram afetados

Otto Farias/ EBC


Rio Solimões também sofre com a longa estiagem
Os municípios amazonenses de Apuí, Anamã e Guajará decretaram situação de emergência por causa da estiagem. Os decretos estão publicados no Diário Oficial dos Municípios.

Em Apuí, no sul do Estado, a escassez de chuvas nos últimos meses provocou o desaparecimento de pequenos rios e cursos de água.

A estiagem também afeta rios como o Madeira, fundamental na trafegabilidade da região. O baixo nível do rio está impedindo a navegação de balsas, provocando o isolamento do município e dificultando a chegada de alimentos na cidade.

A situação se repete em Anamã, a 129 quilômetros de Manaus. O decreto de emergência, além de declarar a situação anormal no município, autoriza a convocação de voluntários para atuar em ações de apoio aos atingidos pela seca.

Guajará, que já estava em alerta, reforçou a preocupação com a falta de chuvas. Esta é a pior seca dos últimos 10 anos e afeta principalmente a zona rural do município. A cidade também enfrenta o desabastecimento de comida e sente os impactos da seca na agricultura, na pecuária e no extrativismo.

Pelo menos 10 municípios amazonenses permanecem em estado de alerta. Segundo o Ministério da Agricultura, as precipitações da estação chuvosa na Amazônia, verificadas no último trimestre de 2015, diminuíram cerca de 50% comparadas a média normal.

O agravamento da falta de chuva é provocado pelo El Niño, uma anomalia climática que causa o aquecimento do Oceano Pacífico.

O Jornal da Amazônia Segunda Edição desta segunda-feira (5) traz ainda informações sobre as operações de resgate realizadas no Pará e no Tocantins conseguiram salvar a vida de 12 botos. O primeiro resgate aconteceu próximo ao município de Floresta do Araguaia, no Pará. Três botos estavam encalhados no rio Maria. De acordo com o Inpa, isso teria acontecido devido a seca do rio por causa das chuvas escassas. Mas não descartou a existência de um sistema clandestino de bombeamento de água no rio.
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