Reforma trabalhista e da Previdência vai doer como injeção, diz ministro de Temer

Para Geddel Vieira Lima, Previdência não tem como se sustentar se não mudar

Valter Campanato / Agência Brasil


Geddel Vieira Lima explica como o governo vai tentar convencer a sociedade brasileira da necessidade das reformas previdenciária e trabalhista
"Eu tomei uma injeção e doeu. Doeu demais, mas fui convencido pelo médico de que era necessário e agora já estou me sentindo muito melhor", disse o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para explicar como o governo vai tentar convencer a sociedade brasileira da necessidade das reformas previdenciária e trabalhista.

Na reforma trabalhista, o governo tem uma proposta para flexibilizar as leis. Constam do pacote a revisão de itens previstos na Consolidação das Leis trabalhistas e até garantias previstas na Constituição Federal, cuja mudança dependerá de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a ser discutida pelo Congresso Nacional. As medidas preveem nova relação entre o capital e o trabalho.

Já, na reforma previdenciária, mais adiantada que a trabalhista, a discussão está em torno da idade para se aposentar.

De acordo com o ministro, a Previdência não tem como se sustentar se não mudar. "Estamos propondo essas medidas com coragem, sem pensar em popularidade, e queremos apoio para que a Previdência possa pagar seus compromissos", afirmou.

O ministro disse defender pessoalmente que o governo vá à televisão explicar as mudanças propostas, consideradas de difícil aprovação no Congresso. "Eu até defendo que isso entre na propaganda institucional do governo, de forma clara, mostrando o governo fazendo a sua parte, conversando com sua base parlamentar e pedindo apoio à sociedade. Não há outra maneira", disse.

Segundo Geddel, o texto da reforma previdenciária tem pontos definidos, como a proposta de 65 anos de idade e de igualar todos os aposentados a um projeto só, tanto da atividade pública como da privada, além de estabelecer regras de transição "que não prejudiquem absolutamente ninguém".

"Ainda estamos ouvindo algumas pessoas e vamos levar à apreciação do presidente da República", disse. "Se vamos aprovar (a reforma previdenciária)? Creio que sim, mas quem vai decidir isso são as pessoas, os homens e as mulheres, através dos parlamentares que os representam", comentou.

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Prioridade zero

O ministro afirmou que não há pretensão de votar a reforma antes do processo eleitoral e que não sabe se conseguirá votar o texto ainda este ano por conta do rito do parlamento, que não dá para ser atropelado.

Segundo ele, junto com a PEC que limita o teto dos gastos públicos, que é a "prioridade zero" do governo, há um interesse claro de fazer da reforma da Previdência uma de suas prioridades, como também a questão da rediscussão e de reformas de leis trabalhistas.

Classificando como uma herança a ser enfrentada, Geddel reconhece que a situação fiscal do Brasil "é muito grave", mas acredita que já há "sinais iniciais da recuperação da economia, ainda muito tênues", mas que podem deixar a possibilidade de criação de impostos como última alternativa. (Com informações da Agência Estado)
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Comentários

Edson Mariott 09 de Setembro, 2016 | 21:41
Esses ladrões roubam e quer descontar o buraco das contas públicas no trabalhador. Por que eles não mexe nos salário deles. Com dois mandatos seguidos eles já aposentam. Bando de hipocritas. Só no Brasil que acontece isso.
Maria 06 de Setembro, 2016 | 17:03
Engracado ne mexer nos salarios e regalias dos governantes ninguem fala. O pobre trabalhador e que leva. E as roubalheira continua ninguem mexe tbm. Um absurdo.
Serafim 06 de Setembro, 2016 | 11:01
O interessante é que as reformas são apenas para trabalhadores, para os "come quietos" la de Brasilia nada acontece.
Pedro Marcelino 05 de Setembro, 2016 | 16:19
COMO TENHO TANTO PARA DIZER LAMENTO AS VEZES TER QUER ENGOLIR TAIS COISSAS

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