31 de agosto, de 2016 | 16:44
Débitos podem gerar colapso nos hospitais São Camilo
Segundo entidade, pendências do Estado totalizam R$ 5 milhões
DA REDAÇÃO Os hospitais São Camilo de Timóteo e Coronel Fabriciano divulgaram nota sobre a falta de repasse do Estado. Segundo a instituição, há 8 meses que a São Camilo se reúne com o Estado de Minas Gerais para renovar os contratos referentes aos hospitais administrados na microrregião.Conforme a entidade, ambos os contratos venceram em 28 de maio deste ano e, embora não tenha havido, até o momento, a paralisação do atendimento em razão da ausência de contrato, o pagamento que deveria ter sido realizado não vem ocorrendo nas datas combinadas.
Na quinta-feira, dia 25, os respectivos contratos foram assinados, com publicação no dia 27 de agosto. Os débitos, entretanto, não foram quitados e já se aproximam de R$ 5 milhões, sendo R$ 1,7 milhão referente à unidade de Timóteo, e R$ 3,1 milhões, de Coronel Fabriciano. A entidade não havia se pronunciado nos últimos meses, por entender que a renovação dos contratos colocaria fim aos problemas de repasse, porém a situação persiste. Conforme a instituição, o atraso torna a situação financeira das instituições insustentável.
Ainda que os atendimentos não tenham sido interrompidos em nenhum momento desde que a São Camilo assumiu a gestão dos hospitais, a situação financeira gerada pelo atraso dos pagamentos por parte do Estado de Minas Gerais tem tornado impossível que a São Camilo honre os compromissos com terceirizados, inclusive os médicos, e fornecedores, inviabilizando o bom funcionamento dos hospitais”, resume a diretora administrativa corporativa, Cleusa Claudino.
Caso o Estado não efetue os pagamentos dos débitos até o sábado, 2 de setembro, ela adianta que ocorrerá um colapso geral na assistência hospitalar. Com a falta dos recursos financeiros, seremos obrigados a suspender serviços que não se relacionem ao atendimento de urgência e emergência no Hospital São Camilo Coronel Fabriciano, até que a situação se normalize. Será igualmente necessário solicitar a transferência dos pacientes que tiverem condições de remoção para outros hospitais, a fim de minimizar os custos, uma vez que os recursos não chegam. No Hospital de Timóteo, será necessário suspender o atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde, pela absoluta impossibilidade de se manter o custeio do serviço”, reforça Cleusa.
A direção dos hospitais explica, ainda, que contou com o apoio dos prestadores de serviços, inclusive da área médica, e fornecedores, que aceitaram manter as atividades sem a contraprestação desde maio de 2016, cientes de sua responsabilidade social para com a comunidade atendida e também da seriedade como o trabalho da São Camilo é desenvolvido. Assim, os pagamentos devidos foram realizados na medida em que o repasse estadual, ainda que em atraso e de forma parcial, foi efetivado.
O impacto da falta de recursos nos hospitais será sentido em toda a microrregião de Coronel Fabriciano e Timóteo, responsável pelo atendimento de mais de 230 mil habitantes, razão pela qual os esforços da São Camilo para buscar os recursos devidos pelo Estado de Minas Gerais, intensificados desde maio de 2016, serão mantidos até que a situação se normalize”, conclui a nota enviada pelos hospitais.
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