26 de agosto, de 2016 | 18:00
Prefeita esclarece situação de hospital
Caso pagamento não ocorra, urgência e emergência serão atendidos por médicos do município
FABRICIANO A prefeita de Coronel Fabriciano, Rosângela Mendes (PT), informou nessa sexta-feira (26) que a situação do Hospital São Camilo será, de fato, solucionada”. Isso porque um novo contrato foi assinado como Estado e, até o dia 5 de setembro, o pagamento será feito. Ao longo dos últimos dias, médicos e funcionários terceirizados das unidades de Fabriciano e Timóteo reivindicam a regularização dos salários.Rosângela Mendes pontua que o hospital é do Estado de Minas Gerais, 100% Sistema Único de Saúde (SUS) e que o São Camilo está apenas” localizado em Coronel Fabriciano, mas atende a oito municípios e 230 mil pessoas. A responsabilidade é de todos nós. Não tenho como fazer intervenções entre o São Camilo e o Estado. O que tenho feito é conversar com o governador (Fernando Pimentel) e com a Secretaria de Saúde, como uma prefeita preocupada com as pessoas que precisam do atendimento”, resume.
Ela observa que, em um primeiro momento, houve um encontro com os secretários de Governo e de Saúde e o pagamento foi feito, há mais ou menos um mês e vinte dias. Posteriormente, manteve reunião com a direção do hospital, explicou e se colocou à disposição para conversar, apesar de a responsabilidade não ser do município.
No último domingo (21), estive em Belo Horizonte, conversei com Pimentel e com sua equipe, que me pediram para encaminhar um ofício com a situação, informei tudo na segunda-feira e continuei acompanhando o caso”, pontua.
A prefeita recebeu a garantia de que o pagamento será feito até o dia 5, mas caso não ocorra o município vai tomar uma atitude. Os nossos médicos contratados na rede pública, atenderão as urgências e emergências no hospital. Espero que não chegue a tanto, mas quero que a população fique tranquila sabendo que nós faremos isso, entre outras providências, se necessário. Mas tenho certeza de que o Estado vai honrar, como tem honrado até hoje, cumprido com todos os combinados com o São Camilo e Vital Brazil”, concluiu.
Entenda
As unidades do Hospital São Camilo, de Coronel Fabriciano e de Timóteo, estavam sem convênio com o governo do Estado, referente ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos dias, o DIÁRIO DO AÇO relatou que os terceirizados iriam completar três meses sem salário e, diante de um quadro de incertezas, o atendimento poderia ser suspenso. A situação foi denunciada pela primeira vez no mês de julho.
Unidade de Timóteo tem garantido repasse de R$ 1,2 milhão
Na quinta-feira (25) foi formalizado o novo contrato entre o Governo do Estado e o Hospital e Maternidade São Camilo, de Timóteo. No período da tarde, o prefeito Keisson Drumond (PT), compareceu ao hospital para assinar o documento, que já contava com a assinatura das demais autoridades.
Ele explicou que o contrato garante a continuidade do atendimento à comunidade, por meio do SUS. O contrato tem prazo de 12 meses e prevê o atendimento de urgência e emergência à população da Microrregião de Coronel Fabriciano/Timóteo, bem como define o hospital como porta de entrada para o setor de pediatria e partos de risco. A celebração do contrato dá tranquilidade aos gestores da instituição, pois garante o repasse mensal no valor de R$ 1,2 milhão”, conclui o prefeito.
Repórter: Bruna Lage
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Leo
29 de agosto, 2016 | 16:03depois de 2 meses desrespeitando vários profissionais da saude, todo trabalhador é digno de seu salario , tenta ainda ser arrogante dizendo que vai substituir profissionais contratados pela São camilo por outros da area da unidade básica , isso é proibido e gera até processo se acontecer ... vergonha ...o brasil está uma vergonha o PT federal acabou com o brasil e foi acabando a nivel estadual e municipal ... perderam o controle do nosso país essa é a realidade acabaram com todos os recursos do nosso país no petrolão e mensalão .”
Joao Trevenzoli
28 de agosto, 2016 | 11:02Por mais que eu admire a postura atuante da prefeita de Coronel Fabriciano, é de se indagar: deslocar os médicos para o hospital não prejudicará outros setores da saúde, ou está sobrando médicos em Coronel Fabriciano?”