09/01/2019 21:20:00

Cresce o movimento para deixar militar fora da reforma da Previdência

Ministro-chefe, general Carlos Alberto dos Santos Cruz afirma que algumas carreiras têm 'características especiais' e vita, militares, policiais, Ministério Público e Judiciário



Logan Abassi/ONU


O ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz

A reforma da Previdência deverá deixar de fora algumas carreiras do serviço público, como os militares das forças armadas, policiais, agentes penitenciários, servidores do Judiciário, Legislativo e Ministério Público.

É o que defende o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, para quem as carreiras que possuem “características especiais”, têm de ser consideradas e discutidas".

O presidente Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército e tem sete militares na equipe, ainda discute o assunto com a equipe econômica, pasta que defende uma proposta "consistente e duradoura" e avalia que o texto precisa incluir todas as carreiras, inclusive militares.

No entendimento da equipe essa seria uma forma de mostrar que todos, sem exceção, seriam atingidos, inclusive a categoria da qual o presidente faz parte.

O argumento usado por integrantes das Forças Armadas para justificar a exclusão da categoria dessa reforma é o de que eles estão sempre à disposição do Estado, tanto em serviço como após a reserva.

O núcleo militar do governo quer que Bolsonaro aproveite ao menos parte do texto enviado ao Congresso pelo então presidente Michel Temer, em 2017, deixando a caserna fora do projeto de idade mínima para aposentadoria.

Ao mencionar as peculiaridades da carreira, Santos Cruz destacou, por exemplo, que as Forças Armadas não têm um sistema de Previdência como as demais categorias. "No nosso sistema de saúde, a gente paga 20% de tudo. A diferença não é só pela especificidade da profissão; é também pelo sistema”.

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, também afirmou que os militares ficarão fora das mudanças previdenciárias por possuírem carreiras diferenciadas. "As Forças Armadas são um seguro caro que toda Nação forte tem que ter. Temos uma proteção para essas especificidades da carreira. Se o nome é reforma da Previdência, não estamos nela", declarou o ministro ao jornal Valor Econômico.


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Comentários

Jaime

10 de Janeiro, 2019 | 10:32
Reforma de previdencia deixando um grupo de fora que tem altos salarios e imoral.desumano.vergonhoso.descriminatorio.etc.o povo nao pode aceitar isto.

Barrabas

10 de Janeiro, 2019 | 09:48
Os direitos sao iguais ou faca uma reforma ampla ou nao faz reforma porque certos grupos nao pode tocar.que pais e este os pobres dando seu suado salario de miseria que o nosso salario e. pro que ganham muitos.se isto acontecer teremos que protestar .

Jorge Luis.

10 de Janeiro, 2019 | 09:32
Mais que maravilha quer dizer que o pobre ,o cidadão que paga impostos que é quem sustenta essa corja,, tem pagar o pato sozinho...eu suspeitei desde o principio que essa corja eram adeptos a lei de GERSOM mais não imaginava que fosse tão longe assim não o luta sô...o luta.
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