29/11/2018 17:00:00

Doença Renal Crônica em gatos: tratamento pode diminuir a progressão e oferecer mais qualidade de vida ao animal

A DRC não tem cura e acomete principalmente gatos mais velhos (acima dos nove anos), porém, é possível impedir que ela avance, proporcionando bem-estar e tempo de vida ao animal



Divulgação


Embora o avanço da idade possa ser uma causa da DRC, fatores como infecções, neoplasias, intoxicações e cálculos renais também podem ser responsáveis pela doença

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição clínica muito comum em felinos. Segundo dados internacionais, de 35% a 50% dos gatos de meia idade a idosos são acometidos por essa enfermidade, dentre os quais 57% vêm a óbito em decorrência da doença. Não há uma cura para a DRC, mas com o diagnóstico e tratamento adequados, realizados pelo médico-veterinário, o animal tem a possibilidade de viver mais e melhor.

Os rins são órgãos vitais e desempenham diversas funções no organismo. São esses os órgãos que eliminam as substâncias tóxicas (como a ureia e a creatinina) por meio da urina, através da filtração do sangue. “Nos rins dos gatos existem cerca de 200 mil néfrons, que funcionam como pequenos filtros. Com a perda destas unidades funcionais, os rins perdem a capacidade de filtração e, com isso, haverá acúmulo de compostos químicos no sangue que, consequentemente, ocasionam complicações na saúde do animal”, explica a médica-veterinária e coordenadora técnica de pets da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, Karin Botteon.

Embora o avanço da idade possa ser uma causa da DRC, fatores como infecções, neoplasias (câncer), intoxicações e cálculos renais também podem ser responsáveis pela doença. “Um dos pontos-chave para o manejo da DRC é manter o paciente hidratado, para isto, o tutor pode incluir alimentos úmidos na dieta do animal (sempre com indicação do médico-veterinário), utilizar fontes em casa, já que os gatos adoram água corrente e acabam incentivados a ingerir mais líquidos.

Considerando que se trata de uma doença silenciosa, a DRC pode passar despercebida, razão pelas quais consultas e check-ups periódicos, conduzidos pelos médicos-veterinários, podem salvar a vida do animal. Quanto antes for diagnosticada, maiores são as possibilidades de controlar a doença”, reforça Karin.

Ainda de acordo com a médica-veterinária, os sintomas da DRC são muito variados. Aumento da ingestão de água e da produção de urina geralmente são os primeiros sintomas, difíceis de serem percebidos pelos tutores. Há sinais que não são diretamente relacionados ao trato urinário, como perda de peso, falta de apetite, letargia, fraqueza muscular e halitose. “Com o avanço da doença, sintomas como vômitos, constipação e úlceras orais podem acontecer. O tutor deve ficar atento aos sintomas, mas é importante ressaltar que apenas o médico-veterinário poderá diagnosticar e indicar um medicamento”.

Embora a DRC seja mais comum em gatos de meia idade a idosos, determinadas raças podem sofrer com mutações genéticas que causam doença renal crônica, como a Doença Renal Policística. O Persa, o Exótico e o Britsh shorthair são alguns exemplos de raças que podem ser acometidas e os pacientes podem apresentar sintomatologia ainda quando jovens.

Combatendo a DRC

O número de gatos no Brasil é superior a 22,1 milhões, segundo relatório de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O mercado pet nacional conta com uma solução que auxilia a diminuição da progressão da DRC nos gatos, o que, em algum momento, será uma solução para parte dessa população de felinos.

Semintra foi desenvolvido pela Boehringer Ingelheim Saúde Animal, líder mundial no mercado pet, e chegou ao Brasil recentemente. A novidade tem como principio ativo a Telmisartana e age como um bloqueador do receptor de angiotensina para uso na medicina veterinária.

“O Semintra é indicado para redução da proteinúria, que nada mais é que o excesso de proteína encontrado na urina. Um rim saudável conta com néfrons que impedem a passagem das moléculas de proteína. Quando o rim não está funcionando bem, as proteínas conseguem passar pelo ‘filtros’, o que é prejudicial para o órgão, contribuindo significativamente com a progressão da DRC, além de diminuir o tempo de vida dos gatos com a doença”, explica Karin.

A DRC não tem cura, mas como o Semintra controla um dos fatores de avanço da doença, a expectativa de vida do animal aumenta. “O gato vive mais e melhor, pois ao tratar a DRC, ele vive com mais saúde”, conclui Karin.


(Texto Comunicação Corporativa)


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