02/11/2018 05:35:00

Obras de pavimentação da MG-760 serão paralisadas com a chegada da chuva

Até o momento, a rodovia, que liga os municípios Marliéria e São José do Goiabal, conta com, aproximadamente, sete quilômetros de pavimentação, de um total de 57 quilômetros de extensão



Marco Antônio Gonçalves


O asfalto da MG-760 parou nas proximidades do povoado de Santo Antônio da Mata

Tendo em vista a aproximação do período de chuva e a dificuldade de manter os trabalhos com condições de clima desfavoráveis, as obras de pavimentação da MG-760 estão sendo paralisadas. A informação é do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagens de Minas Gerais (DEER-MG). Até o momento, a rodovia, que liga os municípios Marliéria e São José do Goiabal, conta com, aproximadamente, sete quilômetros de pavimentação, de um total de 57 quilômetros de extensão.

Conforme a nota do DEER, enviada ao Diário do Aço, as obras de melhoramentos e pavimentação das rodovias MG-760 e MG-320 serão paralisadas em função do período chuvoso. Além disso, não foi divulgada a data de quando os trabalhos irão retornar. “Nos próximos dias será feita a proteção dos serviços já realizados com a execução de revegetação, drenagem e encascalhamento dos pontos críticos”, informou a nota.

Em agosto deste ano, o DEER-MG informou que os recursos estão garantidos até o fim deste ano e a previsão de entrega permanece para dezembro de 2019.

Expectativa positiva

O diretor da Tamasa (empresa responsável pelas obras), Marcos Miguel Reis Tavares, também confirmou que há um serviço de preparação para o período de chuva na rodovia. “Isso é uma rotina que faz parte em toda obra. Então os trabalhos continuam normalmente. Agora esperamos um posicionamento do próximo governador, Romeu Zema (Novo) mas a expectativa é positiva, de que os trabalhos na MG-760 terão continuidade”, afirmou.

Reclamações

Com a demora nos avanços das obras de pavimentação, os motoristas que utilizam, frequentemente, a MG-760 fazem diversas críticas em relação aos trabalhos. Em uma das reclamações enviadas ao Diário do Aço, o morador de Timóteo, Filipe de Souza Ferreira, que tem um sítio em Dionísio, afirmou que mora na região há cinco anos e todo fim de semana trafega pela MG-760, com destino Dionísio.

“Toda população da região, que depende da rodovia, pergunta onde está o asfalto. A empresa responsável está trabalhando em velocidade de tartaruga e a população já está cansada desse governo que promete todo ano o asfalto e só aparece em época de eleição. Será que daqui quatro anos vai estar pronta a rodovia ou será que daqui quatro anos será necessário eleger outro governador para que seja concluída a obra?” questiona Filipe.

Entenda

A pavimentação da MG-760 entre Marliéria e São José do Goiabal (BR-262) visa facilitar o acesso da população do Vale do Aço à Zona da Mata mineira. Depois de, aproximadamente, quatro anos parada à espera de adequações ambientais, em outubro do ano passado, o asfalto começou a aparecer nos primeiros metros da MG-760, perto de Cava Grande, e hoje já se estende até o povoado de Santo Antônio da Mata.

A pavimentação da MG-760 é uma obra esperada há mais de 30 anos pelas populações do Vale do Aço e da Zona da Mata mineira.

No dia 26 de julho de 2017, o governador Fernando Pimentel (PT) assinou a Ordem de Serviço para a retomada das obras da rodovia. Essa foi a terceira ordem de serviço. A primeira, nos anos 1980, foi assinada pelo então governador Newton Cardoso (MDB). Depois, Antônio Anastasia (PSDB) repetiu esse gesto em 2013, mas a necessidades de adequações ambientais impediu a execução do projeto.

Vencido esse impasse, a pavimentação foi iniciada nas proximidades do canteiro de obras da empresa Tamasa (vencedora da licitação) a 600 metros do distrito de Cava Grande, em Marliéria.

A obra, de 57 quilômetros de extensão, tem orçamento de R$ 110.930.599,83, conforme uma placa afixada em Cava Grande, custeada com recursos estaduais.


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Comentários

Ronaldo

02 de Novembro, 2018 | 06:59
Ta chegando a hora do Romeu Zema mostrar pra gente que Minas tem jeito, e o que comeca tem que se concluir. E ainda podemos confiar na politica.
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