22/09/2018 10:59:00

Menos malandragem

Fernando Rocha



Divulgação

Desde a década de 1980, quando tinham times recheados de craques como Zico, Adílio, Junior, Reinaldo, Cerezo, Éder e Cia, quando eles decidiram títulos nacionais em jogos memoráveis, além de um polêmico jogo no Serra Dourada, em Goiânia, pela Copa Libertadores, avacalhado pelo assoprador de apito José Roberto Wright, que expulsou sem razão quase todo o time alvinegro, se estabeleceu uma grande rivalidade entre Flamengo e Atlético, que voltam a se enfrentar na tarde de hoje no Maracanã.

Triste mesmo é constatar que já se passaram quase quatro décadas, mas o futebol brasileiro avançou muito pouco, ou quase nada, continua desorganizado, mostrando más arbitragens além da incivilidade praticada pelos jogadores e torcedores.

Pelo lado do Atlético, que vive um momento sem grandes turbulências, o clima é tranquilo, mas o Flamengo virou um caldeirão em ebulição, às vésperas de eleição para uma nova diretoria.

Torço para que haja uma arbitragem responsável, competente, bem dirigida, mas que possa contar sobretudo com a ajuda - importante, por sinal - de jogadores e técnicos, os tais ‘professores’, a fim de que adotem também um comportamento mais educado, mais civilizado, com mais espírito esportivo, na verdadeira acepção da palavra, entendendo que uma disputa no campo se vence com dedicação e competência, não à base de malandragem.

Ecos da injustiça
A repercussão do jogo no La Bombonera acabou ofuscando o jogo de hoje, no Mineirão, entre Cruzeiro e Santos, pelo Campeonato Brasileiro, que também já foi considerado um dos maiores clássicos nacionais.
A torcida celeste continua inconformada com a injusta expulsão do zagueiro Dedé pelo assoprador de apito paraguaio, Éber Aquino, determinante para a derrota celeste.

Não há dúvida que o Boca Juniores é muito forte na Conmebol, tanto que escalou de forma irregular o ex-cruzeirense Ramon Ábila, durante toda a primeira fase, sem sofrer qualquer punição da entidade, enquanto por muito menos o Santos foi penalizado e acabou eliminado da Libertadores.

Mais suja que poleiro de pato, a CBF não tem força para peitar a Conmebol e exigir respeito aos nossos clubes. Coisa que que foi dita na Globo, em rede nacional, durante a transmissão do jogo na Argentina, pelo narrador Galvão Bueno.

Não se questiona a derrota pura e simplesmente, pois o Boca, além de uma boa equipe, jogava em casa, mas sim, a arbitragem maliciosa dos paraguaios, seja no campo ou no VAR, com a expulsão injusta e absurda do zagueiro Dedé, o que acabou influenciando diretamente no placar.

FIM DE PAPO
Éber Aquino, o assoprador de apito que fez a lambança contra o Cruzeiro, tem o mesmo sobrenome de um outro apitador paraguaio, Ubaldo Aquino, de triste lembrança para os palmeirenses. Em 2001, no lotado La Bombonera, semifinal da Libertadores, o juizinho que ficou conhecido no Brasil por ‘Roubaldo’ Aquino, ou ’Umbalde Daquilo’, deixou de marcar um pênalti claro a favor do Palmeiras e ainda expulsou o volante Fernando, que sofrera a falta.

Ato contínuo assinalou um pênalti inexistente a favor do time argentino, que conseguiu o empate de 2 x 2. No jogo de volta houve novo empate de 2 x 2 e o Boca Juniores eliminou o Palmeiras nos pênaltis (3 x 2), conquistando o título numa final com o mexicano Cruz Azul.

A imagem da semana passada, no futebol da suposta “pátria de chuteiras”, foi a ambulância empurrada por jogadores milionários de Flamengo e Vasco da Gama, no gramado do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o que nos remete ao episódio lamentável ocorrido há cerca de 14 anos, onde o saudoso zagueiro Serginho, quando jogava no São Caetano, morreu em campo, sem receber a assistência devida e necessária.

A partir daí foram estabelecidos critérios, normas, um protocolo de cuidados foi discutido e aprovado à época, inclusive no que diz respeito à parte das ambulâncias, que precisam ter acesso ao gramado, além de possuírem equipamentos como um “desfibrilador”, além de um médico, dois enfermeiros, etc e coisa e tal. Mas o tempo passou e parece que a fiscalização relaxou, tornando iminente um novo desastre. Se o filé do esporte é tratado assim, só nos resta rezar para que nada de ruim volte a acontecer.

A novela em torno da renovação de contrato do volante Adilson, pela diretoria do Galo, teve na última semana um capítulo surreal. Segundo a imprensa da capital, clube e jogador já se acertaram, mas o empresário do atleta estaria pedindo uma “comissão muito alta”.

Pelo que eu sei, empresário só tem direito a comissão quando há uma venda dos direitos econômicos do seu representado. Recebe também, em muitos casos, uma comissão em cima do salário mensal do jogador. Então, como entender esta situação? Se estivesse entre nós, o saudoso e folclórico mestre Kafunga diria que se trata de “contas diversas ou diversas contas”. (Fecha o pano!)


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