10/09/2018 14:32:00

Mais um

Fernando Rocha



Divulgação

Hoje tem mais um amistoso caça-níqueis da Seleção da CBF nos Estados Unidos, desta vez contra a “poderosa” equipe de El Salvador, 72ª no ranking da FIFA, dona da maior goleada sofrida em uma Copa (10 x 1 para a Hungria, em 1982, bem pior do que o 7 a 1), e que no último sábado penou para derrotar por 1 x 0 a seleção de Montserrat, uma minúscula ilha do Caribe e 202ª no ranking da Fifa.

Dito isso, vamos ao que nos interessa neste caso, que é o time que começou a preparação para a Copa América, que será disputada ano que vem aqui no Brasil e, dentro de quatro anos, o Mundial no Qatar.
A vitória na última sexta-feira (7) contra uma seleção juvenil dos Estados Unidos, por apenas 2 x 0, serviu para quase nada em termos de observações, o que deve ser ainda pior neste amistoso de hoje à noite.

Neymar como capitão efetivo do time mudou muito pouca coisa, a não ser a pressão que aumenta sobre ele, que já demonstrou incapacidade para lidar com isso. Mas na toada que o sempre professoral Tite deseja, para o que chamou de “reconstrução” da seleção, a medida é esta mesma, bem devagar, devagarinho, enfrentando adversários fraquíssimos, sem nenhuma expressão no contexto mundial.

Tomara que Neymar, Philippe Coutinho e Douglas Costa exagerem, não pisem tanto no freio, joguem hoje mais um pouco do que se viu naquele jogo-treino contra os juvenis americanos.
E que Dedé, Paquetá e Arthur possam sentir de novo o gostinho de vestir a amarelinha, embora, no caso dos dois primeiros, isso fosse prejudicar ainda mais os seus clubes, que estão envolvidos em decisões na Copa do Brasil.

Momento decisivo
O Cruzeiro inicia nesta quarta-feira (12) uma maratona de jogos decisivos nas duas competições de mata-mata - Copa do Brasil e Libertadores - onde aposta todas as suas fichas, visando a conquista de títulos importantes este ano.

Só depois do jogo contra o Palmeiras, amanhã, em São Paulo, que abre a semifinal da Copa do Brasil, o time celeste irá pensar no clássico contra o seu maior rival, o Atlético, domingo, pelo Brasileiro, no Mineirão, onde deverá usar novamente um time quase todo reserva, pois na quarta-feira seguinte terá pela frente o Boca Juniors, na Argentina, pelas quartas de final da Copa Libertadores.

Nada de moleza, muito ao contrário, mas como são os próprios dirigentes dos clubes que fazem o calendário, eles não têm direito de reclamar. Só resta ao torcedor celeste se preparar, pois vai viver fortes emoções nas próximas semanas.

FIM DE PAPO
• Mais uma vez o Cruzeiro foi visivelmente prejudicado por um erro de arbitragem, que influenciou diretamente no placar do empate de 0 x 0 com o Sport Recife, pelo Brasileirão, sábado (8), em Recife. O assoprador de apito paulista, Vinicius Gonçalves Dias Araújo, useiro e vezeiro em erros e polêmicas, anulou um gol legítimo de Barcos, marcando impedimento inexistente do atacante celeste.

Mas, independentemente desse erro, o time mesclado de reservas de fato não jogou bem. E para piorar ainda mais, o jovem Raniel desperdiçou um pênalti por volta dos 40 do segundo tempo, que poderia ter dado uma vitória à Raposa.

• No meio do chororô após o empate com sabor de derrota, em Recife, pelo menos se ouviu algo positivo do diretor do Cruzeiro, Marcelo Djean, que revelou existir, por parte da CBF, estudos adiantados para a implantação do árbitro de vídeo (VAR) no próximo Campeonato Brasileiro.

Vale lembrar que o VAR foi vetado pelos clubes, em assembleia realizada em fevereiro deste ano, pouco antes do início da maior competição nacional, sob a alegação de “custo elevado”. Apenas sete clubes votaram a favor da sua utilização: Flamengo, Internacional, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Palmeiras e Grêmio. Os demais foram contra, inclusive os três de Minas Gerais, e o São Paulo se absteve de votar.

• Tem um ditado popular aqui nos nossos grotões que diz: “Fogo morro acima e água morro abaixo ninguém segura”. Então, se para virar notícia o fato tem de estar fora da ordem, o que mais chamou a atenção no fim de semana de jogos pelo Brasileirão foi o público de 43 mil torcedores no Morumbi, mais do que a média do tricolor paulista, que já é alta, 36 mil por partida, para assistir sábado à noite a vitória magra de 1 x 0 do São Paulo sobre o Bahia. Isto deixa claro que, se o torcedor estiver empolgado com o seu time, como é o caso do são-paulino, não há horário ou dia ruim, nada mesmo que o impeça de comparecer ao estádio.

• Nem tão empolgado assim, mas sempre presente, o público do Flamengo também foi bom no sábado, às 21h, no Maracanã. Foram 30 mil presentes e 28 mil pagantes. Vale ressaltar que a média pagante do Flamengo no Maracanã é de 48 mil por jogo, bem fora da curva do futebol brasileiro. Enquanto isso, a diretoria do Galo comemora o recorde de 22 mil pagantes no acanhado Independência, e não move uma palha para voltar a jogar no Mineirão, que é o estádio cuja capacidade está de fato à altura do tamanho de sua torcida. (Fecha o pano!)


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