06/09/2018 17:25:00

Mãe de bebê que morreu de fome em Ipatinga vai responder por homicídio

Polícia Civil conclui inquérito em que se apurou os maus tratos que levaram à morte da pequena Aylla Valentina



Reprodução


Mãe alegou que tomou medicamentos controlados e por isso deixou filha sem amamentação

Já foi encaminhado para a Justiça o inquérito em foi investigada a morte de Aylla Valentina Silva, de cerca de 30 dias de vida. Ela morreu por maus tratos no último dia 25 de agosto, situação que levou para a cadeia a mãe, Karen Ludmila Silva Rodrigues, de 19 anos, que se encontra recolhida no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), de Ipatinga.

O delegado Eduardo Vinícius, responsável pela conclusão da investigação da situação, disse nesta quinta-feira ao Diário do Aço que Karen foi indiciada por homicídio qualificado, recurso que dificultou a defesa da vítima. “Conseguimos elementos de que o caso, na verdade, foi um homicídio. Por uma omissão, falta de cuidado, levando a filha a óbito. Inanição, que levou a uma hipoglicemia grave”, explicou.

Karen foi encaminhada para o plantão da Delegacia de Polícia Civil depois de ser detida pela Polícia Militar, acionada pelo Conselho Tutelar. Inicialmente era uma denúncia de maus tratos. Entretanto, na avaliação do plantonista no dia e do titular da Delegacia de Homicídios, foi um caso de homicídio doloso. “Ela (mãe) responde por omissão. Foi um conjunto de fatores. A mãe é usuária de drogas, agia com total desprezo com o cuidado da vítima”, ressaltou Eduardo.

As investigações apontaram que Karen chegou a oferecer a filha para outra pessoa, não fez qualquer acompanhamento pré-natal e ainda não teria recebido qualquer vacina após o nascimento. “É na verdade, um anjo que foi torturado nos poucos dias que viveu”, lamentou o titular da Delegacia de Homicídios.

O exame de necropsia apontou que a pequena Aylla não havia recebido qualquer alimentação. “Concluímos que, de fato, ela matou a sua filha. Embora não fosse a intenção direta, ela (Karen) assumiu este risco. Praticou um homicídio doloso, qualificado (recurso que dificultou a defesa da vítima) como apuramos”, detalhou o policial.

Medicamentos

Em depoimento, Karen negou ser usuária de drogas, mas confirmou que fez uso de medicamentos controlados. Na avaliação do delegado, apesar da mãe alegar que estivesse triste com a situação, o modo de agir, o sentimento demonstrado em contato com a acusada demonstrava outra coisa. “Não se demonstrou preocupada com a situação”.
Eduardo explicou que o pai, no caso, não foi indiciado, apesar dele também ser responsável por cuidar da filha, como prevê a legislação. Mas no caso de Aylla, o pai é uma pessoa debilitada e se recupera de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Não teria condições de cuidar da filha e impedir a tragédia. Embora se recuperando, se ele apresentava mais triste, abatido e consternado, do que a própria mãe”, observou.

Karen Ludmila é moradora do bairro Planalto, em Ipatinga. A filha dela chegou a ser hospitalizada, mas não resistiu e morreu enquanto recebia atendimento médico. O pai da menina informou que chegou a acordar a jovem para informar que a filha passava mal e para que providenciasse socorro para a menina, mas devido as várias horas sem alimentação, a pequena não resistiu.


Mãe de bebê que morreu de fome em Ipatinga vai responder por homicídio


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Comentários

Ricardo

18 de Setembro, 2018 | 18:14
Primeiro, vamos olhar o histórico familiar dessa pseudo mãe; Não tenho dúvidas, que o problema dela está muito além dela mesmo. Onde estavam os familiares dela??? Os próprios orgãos competentes deveriam fiscaliza-la na maternidade. Não é como um animal, que ao parir, morre em defesa de sua cria.

Gilberto dos Reis Vidal

08 de Setembro, 2018 | 10:05
COLOCA LA NO QUADRADO , DEIXA SEM COMER, SEM AGUA .....ESQUECE....

Cidadã

07 de Setembro, 2018 | 22:24
Tem q jogar a chave da cela dela pra nunca mais ver o sol, covarde!

José

07 de Setembro, 2018 | 19:35
Isso é mãe, lixo
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