06/08/2018 13:30:00

Novo líder

Fernando Rocha



Divulgação

A 17ª Rodada do Campeonato Brasileiro ficou marcada por vários acontecimentos, entre eles a quantidade de times desfigurados ou formados por reservas, por conta dos jogos da Libertadores e outras competições de mata-mata no meio desta semana. Mas esta é outra história, que já mereceu e tomaria o espaço de várias colunas, então, vamos falar do que houve de mais importante na rodada, que terminou ontem à noite com Atlético x Internacional, no Estádio Independência.

Na ponta desde a 3ª rodada, gostinho que não experimentava há sete anos, ou 268 rodadas, o Flamengo derrapou e perdeu para os reservas do Grêmio, então o São Paulo aproveitou e assumiu a ponta, com direito a usar agora o bordão criado pela própria torcida rubro-negra: - Segue o líder!

Claro, falta muito ainda, são 21 rodadas para o fim da disputa, mas o Brasileirão deste ano começa a mostrar a sua cara, ou seja, quem de fato vai brigar pelo título, quem somente vai lutar por vagas na Copa Libertadores e na Sul Americana, ou quem apenas vai lutar para não ser rebaixado para a Série B.

Deixou escapar
O Cruzeiro foi um dos que optou por usar um time totalmente reserva, pensando no jogo de amanhã pelas oitavas de final da Libertadores, contra o Flamengo, no Maracanã. Mesmo assim poderia ter vencido o Vitória, em Salvador, não tivesse cometido novamente erros de conclusão que tornam o seu ataque um dos piores da disputa, com apenas 14 gols marcados.

O técnico Mano Menezes, na entrevista pós-jogo, reclamou muito da arbitragem neste Campeonato Brasileiro, especialmente da atuação do goiano Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, que teria, segundo ele, anulado um gol legítimo que daria a vitória ao time celeste, que voltou a BH com apenas um ponto do empate de 1 x 1.

Mano Menezes deveria estender suas críticas também aos dirigentes do Cruzeiro. Afinal de contas, o clube foi um dos que votaram contra a utilização do VAR (árbitro de vídeo) este ano, no Campeonato Brasileiro.

Dirigentes e técnicos adoram transferir responsabilidades, e normalmente elegem os árbitros como a “Geni” da história, quando, na verdade, a culpa maior é deles mesmos, que, com raras exceções, administram muito mal as finanças de seus clubes, contratam pior ainda e, depois, usam as arbitragens ruins, que não são raras no nosso futebol, como muleta para acobertar as suas trapalhadas.

FIM DE PAPO
• Entre as mudanças surgidas nesta 17ª rodada do Brasileiro também está a artilharia. Com o gol marcado no empate de 1 x 1 com o Bahia, no Maracanã, o jovem Pedro, de 19 anos, revelação do Fluminense, atingiu a marca de 10 tentos e ultrapassou o ex-atleticano Róger Guedes, que se transferiu para o exterior. Outra alteração foi na parte de baixo da tabela, onde a lanterna mudou de mãos com a vitória de 1 x 0 do Ceará sobre o Paraná, que agora é o pior time da competição.

• Para quem gosta de números, o pesquisador Rodolfo Rodrigues trouxe dados interessantes sobre a liderança do Brasileirão, desde que foi implantada a fórmula de pontos corridos, em 2003. O clube que mais vezes esteve na ponta da tabela foi o Corinthians, nada menos do que 125 vezes. O Cruzeiro é o segundo, com 109 vezes. São Paulo, 69, e o Palmeiras, com 55, completam o seleto quarteto dos que mais lideraram a mais importante disputa do nosso avacalhado calendário.

· O técnico do Atlético, Thiago Larghi, passou por maus momentos para definir o time titular, que enfrentou o Internacional ontem no Independência. Treinou uma formação acreditando que os suspensos Elias e Galdezani seriam liberados e jogariam, amparados por um “efeito suspensivo” concedido do Tribunal controlado pela CBF, o que a princípio acabou não acontecendo. Somente poucas horas do início do jogo o Departamento Jurídico do clube conseguiu a revisão e liberação dos dois jogadores.

· Que fique bem guardada a lição para os dois jogadores, mas, sobretudo, ao presidente Sette Câmara, que desceu o porrete na CBF como se fosse um torcedor comum, esquecendo de observar a liturgia do cargo que exerce de mandatário de um dos mais importantes clubes do país e do mundo. No futebol, assim como na política partidária, as coisas são bastante parecidas nesse aspecto.

Por isso vale lembrar os conselhos do “Senhor Diretas”, Ulisses Guimarães, que costumava dizer aos seus correligionários: “Seja paciente; não faça inimigo, pois ele guarda o ódio na geladeira; modere o seu linguajar; não revele seus segredos; amigo hoje, inimigo amanhã; aprenda a escutar e fale menos”. (Fecha o pano!)


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