11/07/2018 17:39:00

Deputados repassam para a conta de luz gastos com ''gatos'' de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calcula para cada empresa um índice de furto considerado aceitável, cujos custos são pagos por clientes das próprias empresas



Reprodução


Gastos com “gatos” de energia poderão ser repassados para conta de luz
A aprovação do projeto de lei que destrava a venda das distribuidoras da Eletrobrás vai fazer a conta de luz de todos os brasileiros aumentar entre 4% e 5% em 2019. Uma das emendas colocadas no texto que foi aprovado na Câmara, na semana passada, transfere a conta das subsidiárias da região Norte com furtos de energia, conhecidos como “gatos”, para todos os consumidores do País. O cálculo foi feito pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores (Abrace).

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calcula para cada empresa um índice de furto considerado aceitável, cujos custos são pagos por clientes das próprias empresas. Caso esse índice seja rompido, cabe à própria empresa arcar com essa conta. O projeto, no entanto, propõe liberar a Eletroacre (Acre) e a Ceron (Rondônia) de cumprir essa regra e coloca o ressarcimento dos custos que elas tiveram com os “gatos” desde 2009 na conta de todos os consumidores brasileiros. Como o edital de licitação não previa esse benefício, as distribuidoras, que serão leiloadas em 26 de julho, ficarão mais “baratas” para os investidores interessados em comprá-las. Nas contas da Abrace, isso vai gerar um crédito de R$ 600 milhões para as empresas.

No caso da Amazonas Energia, campeã de gatos em todo o País, o índice de furtos, que já foi revisto para ajudar a empresa, pode novamente ser ajustado para baixo. Isso será bancado pelos consumidores de todo o País e, mesmo que o novo dono reduza esse nível de roubos, poderá ficar com todo o lucro obtido até a primeira revisão de tarifas da empresa, que ocorrerá cinco anos após o leilão.

Gás
Além da questão dos “gatos”, a principal emenda já aprovada é a que autoriza um reajuste no preço do gás fornecido pela Petrobrás às termoelétricas contratadas na época do racionamento de energia, em 2002. O projeto propõe que o reajuste seja bancado por todos os consumidores de energia do País. A conta é estimada em R$ 2,1 bilhões por ano pela Aneel.


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Comentários

Jose Geraldo Facundes

13 de Julho, 2018 | 10:37
Quem são esses deputados? É o momento de identifica-los apesar que voto nulo este ano.👀👀👀

Marco Túlio Miranda

12 de Julho, 2018 | 06:56
ESTA CEMIG E DEPUTADOS ESTÃO DE BRINCADEIRA. AGORA ESTÃO INVENTANDO VALE ENERGIA. SE BEM QUE EM CAVA GRANDE SÃO POUCAS PESSOAS QUE PAGAM A ENERGIA QUE CONSOMEM. ÔH CEMIG, VAI NA ROCINHA EM CAVA GRANDE, LÁ OS GATOS NEM SE CHAMAM GATOS, É ONÇA MESMO.
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