16/04/2018 18:20:00

Luiz Carlos comemora retomada do alto forno na planta de Ipatinga

O alto forno número 1 da Usiminas foi temporariamente paralisado em junho de 2015 pela necessidade de a empresa adequar a sua produção à queda de demanda por aços planos no mercado brasileiro



Arquivo DA


Em maio de 2017 o Conselho de Administração aprovou a reforma do equipamento que gerou 400 empregos temporários


Defensor da proposta de reforma do alto forno 1 na planta da Usiminas em Ipatinga, o membro do Conselho de Administração da siderúrgica, o advogado Luiz Carlos Miranda lembrou que a discussão da proposta de reforma deste importante equipamento se deu em 2016 e, foi defendida por ele como alternativa para reduzir os custos de produção, garantir sustentabilidade produtiva, além de gerar emprego e renda para a mão de obra regional.

O alto forno número 1 da Usiminas foi temporariamente paralisado em junho de 2015 pela necessidade de a empresa adequar a sua produção à queda de demanda por aços planos no mercado brasileiro. Em maio de 2017 o Conselho de Administração aprovou a reforma do equipamento que gerou 400 empregos temporários, investimentos da ordem de R$ 80 milhões, e a contratação de 120 empregados diretos.

O primeiro alto-forno da Usiminas (ou alto forno número 1), foi inaugurado no dia 26 de outubro de 1962 pelo presidente da República, João Goulart. Com uma tocha trazida de Ouro Preto simbolizando os inconfidentes mineiros, o presidente acendeu o equipamento dando início algumas horas mais tarde a primeira corrida de gusa, ou seja, a primeira produção industrial da Usiminas. Dessa forma, foi dada a largada ao funcionamento de uma série de novas etapas e novas inaugurações.

Além do valor simbólico e histórico do alto forno número 1, a decisão pela reforma sinalizou, segundo enfatiza Luiz Carlos Miranda, um primeiro passo para a pacificação entre os dois principais acionistas da Usiminas, Nippon Steel e Ternium.

Segundo observa o representantes dos trabalhadores no Conselho de Administração da Usiminas, a decisão de reformar o equipamento foi aprovada por unanimidade pelo órgão, a partir de amplos estudos que analisaram o cenário brasileiro, as perspectivas de mercado, e a viabilidade técnica e financeira para recuperar o alto forno. O planejamento vem dentro do crescimento da empresa registrado ao longo de 2017 e nesses primeiros meses de 2018. Com a recuperação do setor automotivo, impulsionado pelo aumento de 7% no consumo de veículos no país, a expectativa é de aumento no consumo de aços planos da ordem de 5% a 10%, o que coloca no radar da empresa a discussão de reforma do alto forno 3, também na planta em Ipatinga.

“Há muito pouco tempo, e a maioria da população do Vale do Aço se lembra disso, a Usiminas passava por momentos de profunda estagnação, além de dificuldades administrativas e financeiras sem precedentes na história recente da companhia. Com a nova gestão e o irrestrito apoio do Conselho de Administração da empresa, hoje estamos comemorando a reabertura de um alto forno, que representa o símbolo da força da Usiminas em se recuperar diante de um cenário tão adverso. Tudo isso só foi possível pela determinação e competência dos seus gestores, a partir da elaboração de um bom planejamento e a dedicação dos seus colaboradores. Sem essa união estratégica para o bem da empresa, nada disso seria possível acontecer em tão curto espaço de tempo”, salientou Luiz Carlos Miranda.



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