16/04/2018 18:23:00

LIRAa de abril aponta aumento do Aedes aegypti em Fabriciano

O índice no município é de 4,1%, número considerado de médio risco de acordo com o Ministério da Saúde



Divulgação


O bairro Aparecida do Norte apresentou o maior índice de infestação
A Secretaria de Governança da Saúde de Coronel Fabriciano divulgou nesta segunda-feira (16), dados do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 9 e 12 de abril. O índice no município é de 4,1%, número considerado de médio risco de acordo com o Ministério da Saúde.

Os bairros que apresentaram maior índice foram o Aparecida do Norte (1,0%), seguido dos bairros Sylvio Pereira I, Sylvio Pereira II, Ponte Nova e Amaro Lanari (0,9%) e São Vicente, Santa Luzia, Santa Cruz, Bom Jesus, Santa Terezinha e Aldeia do Lago(0,7%). Os principais focos de proliferação foram encontrados dentro das residências. Os agentes apontaram resultados positivos em 79 recipientes, entre bebedouros de animais com 16,5%, pratos de plantas com 14% e pneus com 11,5%.

A gerente de Vigilância em Saúde, Vania Tavares, disse que mesmo com os trabalhos realizados pela Secretaria de Saúde, ainda falta colaboração da população. “Fizemos seis ciclos com o carro fumacê, trabalhos de bombas costais, visitas feitas pelos agentes de endemias, além de mutirões de limpeza na cidade. Mesmo assim, tivemos um LIRAa alto. Isso significa que a população não tem feito o dever de casa e continua deixando locais propícios para o mosquito proliferar”, explica.

O levantamento é realizado três vezes por ano. Em janeiro de 2018, Coronel Fabriciano apresentou 2.5%. Em função do número de casos de arboviroses registrados em 2017, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES- MG) determinou a realização de quatro LIRAas em 2018. Além de janeiro e abril, a previsão é de que em agosto e outubro sejam realizados novos levantamentos.

Para o coordenador de Zoonoses e Endemias, Adelson Arruda, a esperança é que os números diminuam a partir da primeira quinzena de maio. “Geralmente, no período de inverno há menos incidência de água parada nas residências e consequentemente há uma diminuição significativa na proliferação do Aedes aegypti, bem como na transmissão de arboviroses”, conclui.


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