12/03/2018 17:55:00

Reunião avalia impacto de fechamento de fornecedora de aço inox em Timóteo

Os vereadores discutiram sobre a continuidade da empresa Amorim Comercial em Timóteo, que fornece o aço a preço subsidiado (cerca de 20 a 30% de desconto) para os empresários



Divulgação


Na “Capital do Inox”, empresas que manufaturam o aço produzido no município correm o risco de fechar por dificuldades de acesso à matéria prima
Representantes da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Timóteo se reuniram para discutir o fechamento da distribuidora quer fornecia aço inox para os empresários locais a preço subsidiado. Na “Capital do Inox”, empresas que manufaturam o aço produzido no município correm o risco de fechar por dificuldades de acesso à matéria-prima.

O assunto foi tratado na reunião feita por meio de requerimento do vereador Geraldo Gualberto (PSDB) e reuniu o presidente da Câmara Adriano Alvarenga (PMB) e os vereadores Alexandre Maria (PSDB), Fábio Campos, o Binha (PSB), Professor Diogo (PPL), Raimundinho (PPL), Tibata (PT) e Zizinho(PPS), além do prefeito, Geraldo Hilário (PP), o vice-prefeito, Carlos Vasconcelos e empresários da cidade.

Os vereadores discutiram sobre a continuidade da empresa Amorim Comercial em Timóteo, que fornece o aço a preço subsidiado (cerca de 20 a 30% de desconto) para os empresários. De acordo com Geraldo Gualberto, a Aperam sinalizou que dia 31 será o último dia de fornecimento da matéria-prima. “Os empresários estão numa situação muito difícil. Por isso toda a Câmara está empenhada nesse diálogo com a Administração Municipal e com a Aperam para que possamos postergar essa data,” ressaltou.

Segundo o vereador a medida prejudica a geração de empregos na cidade. “O fechamento da Amorim Comercial poderá inviabilizar o funcionamento das empresas que dependem dela, provocando um caos em nossa cidade, aumentando o desemprego. Cada empresário que gera um emprego tira uma pessoa da rua”, citou.

Encontro reuniu vereadores, o prefeito Geraldo Hilário e o vice Carlos Vasconcelos

Conforme o prefeito Geraldo Hilário, a Aperam havia informado que outra empresa iria fornecer a matéria-prima aos empresários do ramo. “Mas eles tiveram outra informação. Por isso, faremos uma reunião com a Aperam para rediscutir esse assunto, bem como encaminharemos um ofício solicitando o posicionamento dela em relação ao que foi conversado neste encontro”, pontuou o prefeito.

O empresário Josué Alves de Araújo, da Revestir Inox, que já atua já 18 anos no mercado, acredita que as empresas devem fechar caso nada seja feito. “As pequenas empresas foram criadas com o objetivo de gerar emprego por ocasião das demissões na época da privatização. Por isso, a antiga Acesita incentivou muitas pessoas a investirem no ramo do inox para gerar emprego. Sem o subsídio, acredito que a maioria dos empresários vai fechar as portas ou vai ter que comprar longe com preço mais caro”, conta.



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Comentários

Francisco Blanc de Freitas

13 de Março, 2018 | 23:55
O prefeito de Timóteo poderia abrir espaço para o aço chinês. É uma vergonha as pretensões da APERAM. A mídia é uma excelente fonte de apoio. Espero que a população e os políticos reajam contra essa situação, com medidas eficazes em contrapartida.

Claudio

13 de Março, 2018 | 13:16
Ricardo ninguém esta te obrigando a trabalhar para os "grandes" ou comprar produtos dos mesmos. Sabe porquê os grandes estão aqui? Por causa da alta carga tributaria que pagamos, que impede o crescimento dos pequenos empreendedores. Se não gosta, vire empresário e veja como é difícil empreender no Brasil. Enquanto nosso Estado for socialista, ele NUNCA dará oportunidade a todos. A unica coisa que o comunismo distribui em comum é a POBREZA!!!

Ricardo

12 de Março, 2018 | 20:35
Digo e repito; Os grandes vem, instalam-se, roubam nosso ouro e nosso suor, deixando-nos à mercê do sofrimento
e do desemprego. Em resumo; "Levam o ouro e nosso couro".
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