12/03/2018 16:24:00

Zebra à vista?



Divulgação

O Campeonato Mineiro da 1ª Divisão vai - de fato - começar agora, com a realização desse “apêndice” chamado quartas de final, idealizado pelo representante do Villa Nova, com o apoio da maioria dos dirigentes do interior. O mais curioso é que o “Leão”, autor dessa péssima ideia, não se classificou.

A fase das quartas de final, cujas partidas eliminatórias serão disputadas no próximo fim de semana, terá jogo único e, caso dê empate, a decisão será por pênaltis. Vão se enfrentar: Cruzeiro x Patrocinense; América x Boa; Atlético x URT e Tupi x Tombense; com o mando de campo dos melhores colocados na classificação da primeira fase, sendo esta a única vantagem adquirida após enfadonhas 11 rodadas.

Chororô de perdedor
O que esta fase, com este regulamento, pode proporcionar? Simplesmente a possibilidade de surgir uma grande “zebra”, caso um dos três “grandes” dê algum tipo de derrapada. Vai que, numa tarde de muita inspiração dos seus atacantes, isso permita ao “time pequeno” do interior ao menos empatar a partida no tempo normal, algo improvável, mas plenamente possível, levando a decisão para os pênaltis.

O ex-técnico e filósofo do futebol, Neném Prancha, imortalizou a frase: “Pênalti é algo tão importante que quem deveria bater é o presidente do clube”. Sim, pois neste quesito o futebol é mestre em pregar peças, devido à complexidade e quantidade de fatores que envolvem e interferem nas cobranças de penalidades.

O Campeonato Mineiro não vale quase nada para os três “grandes” da capital, mas quem perde – ou não ganha - tem sempre que conviver com turbulências, que podem variar de intensidade de acordo com o ambiente político interno de cada um. Então, vamos nos preparar para assistir o chororô dos perdedores, useiros e vezeiros em pôr a culpa de seus próprios erros na arbitragem, que, de fato, é ruim, mas não pode ser a única responsabilizada pelos seus fracassos.

FIM DE PAPO
· Lamentável os rebaixamentos do Democrata de Governador Valadares e Uberlândia, únicos representantes do Leste e do rico Triângulo Mineiro. Dois clubes tradicionais, de cidades importantes do estado, mas com péssimos gestores. No caso da “Pantera”, da vizinha GV, o desastre foi ainda maior, pois tomou uma goleada de 7 x 1 do Tupi, quando precisava vencer para escapar do rebaixamento. E nos fez recordar a página mais triste na história do futebol brasileiro, a sapatada do 7 x 1 da Alemanha na seleção de Felipão, pelas semifinais da Copa de 2014, no Mineirão.

· Também foi horrível a participação do Ipatinga e Social no fim de semana pelo Módulo II, ambos derrotados fora de casa. O Social perdeu de 2 x 0 para o Democrata, que vinha tomando goleadas de todo jeito em Sete Lagoas. O Ipatinga, sem sequer dar um chute a gol, foi derrotado em Juiz de Fora pelo Tupynambás, 1 x 0, gol do interminável artilheiro Ademilson, no auge dos seus 45 anos de idade. Nesta quarta-feira, o Tigre recebe o América de Teófilo Otoni às 19h, no Ipatingão. E o Saci, às 19h30, no Luisão, vai receber o Betinense. Se não reagirem, os dois vão ficar longe do acesso à elite estadual em 2019.

· Zico completou 65 anos no dia 3 de março, e merecidamente foi alvo de muitas homenagens. Não torço pelo Flamengo, o clube de maior torcida no país, onde Zico foi revelado e se tornou o maior ídolo de toda a sua história. Mas não há como deixar de admitir o gênio que ele foi no futebol, além de uma conduta exemplar e ilibada fora de campo, exemplo para todos os demais atletas.

No sábado (10), após a derrota dos reservas do Flamengo para o Macaé no Campeonato Carioca, a Rádio Tupi fez um programa especial de homenagens a Zico, com 2h de duração, reprisando gols antológicos marcados por ele e narrados, entre outros, por Jorge Cury, Doalcey Camargo e Waldir Amaral, além de depoimentos emocionantes de ex-jogadores e técnicos que conviveram ou convivem com o “Galinho”, seu apelido no futebol.

· Um destes depoimentos foi do técnico da Seleção Brasileira, Tite, que pode até parecer exagero para quem não teve a oportunidade de vê-lo atuar, mas bate inteiramente com a minha opinião, sobre quem foi Zico no contexto da história do futebol mundial. “Jogou mais que Maradona. Foi mais incisivo, completo, movimentava-se mais em campo, além da sua liderança positiva sobre os demais companheiros, que impactava diretamente no time”, disse Adenor Leonardo Bachi, o Tite, técnico da Seleção Brasileira. (Fecha o pano!)


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