10/03/2018 11:31:00

Vai começar



Divulgação

A última rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro vai acontecer hoje, com os seis jogos começando ao mesmo tempo, 17h, para que nenhum clube leve vantagem sobre o outro ou faça algum tipo armação.
Cruzeiro, América e Atlético, pela ordem, são os três primeiros colocados. As outras cinco vagas restantes serão disputadas pelos times do interior, alguns ainda com chances de serem rebaixados.

Tudo isso por causa da mudança no regulamento este ano, que estabeleceu mais uma fase, as quartas-de-final, aumentando também o número de times classificados para oito, o que obviamente intensificou a disputa entre os clubes do interior.

A verdade é uma só, e todos nós já sabíamos disso muito antes da bola rolar: o Mineiro, que inicia campeonato e termina torneio, começa mesmo para valer apenas agora.

Então, baseado na teoria nelsonrodrigueana do “óbvio e ululante”, se não havia dúvidas quanto à classificação dos três “grandes” da capital para a fase decisiva, agora há uma certeza quase absoluta de que um deles será o campeão mineiro.

Vi e gostei
Acompanhei em Muriaé, na última segunda-feira, comentando para a Rádio Vanguarda AM/Líder FM, a emocionante vitória do Ipatinga sobre o Nacional, por 3 x 2, de virada.

O Tigre, sem o artilheiro Paulo Henrique, suspenso por causa da expulsão no clássico com o Social, chegou a estar perdendo por 2 x 0 até a metade do 2º tempo, quando iniciou a reação que resultou na vitória, com o terceiro gol marcado nos acréscimos por Bernardo.

Independentemente de o time da casa ter tido um jogador expulso, o que facilitou a tarefa dos ipatinguenses, a equipe dirigida pelo técnico Eugênio Souza me agradou pelo espírito de luta, dando a entender que os jogadores estão agora mais adaptados ao estilo da competição, que é muito mais de força do que técnica.

O volante Eurico, emprestado pelo Cruzeiro, além do atacante Lessinho, me agradaram. Bernardo, com rodagem por grandes clubes nacionais, finalmente desencantou com o belo gol em chute de fora da área.

Quem sabe ontem, em Juiz de Fora, quando o Tigre enfrentou a jovem equipe do Tupynambás, cuja média de idade é de apenas 22 anos, o veterano goleiro-artilheiro, Márcio também tenha desencantado, fazendo um gol de falta, uma das suas especialidades.

FIM DE PAPO
Senti firmeza também na diretoria atual do Ipatinga, comandada pelo presidente Cristiano Araújo, com a participação efetiva do vice-presidente de futebol, Amarildo Ribeiro. O clube, ao contrário de anos anteriores, vem recebendo o apoio financeiro necessário das nossas grandes empresas, bem como da comunidade ipatinguense em geral.

A média de público nos jogos em casa, ano passado, quando disputou e conquistou o título da Terceirona, foi superior a 10 mil torcedores no Ipatingão, superior até à 1ª Divisão. De acordo com o presidente Cristiano Araújo, salários e compromissos com fornecedores estão sendo pagos em dia. Nada acontece por acaso.

A cidade de Muriaé tem 106.917 habitantes, segundo dados do IBGE, e está localizada quase na divisa com o estado do Rio de Janeiro, distante 270km de Ipatinga. O Nacional Atlético Clube é o representante da cidade no futebol profissional e conta com o apoio da população. A última vez que disputou a 1ª Divisão mineira foi em 1979, tendo completado em dezembro do ano passado 90 anos de fundação.

Sua diretoria agiu com competência ao permutar - com uma rede de supermercados - a área do antigo estádio Soares de Azevedo, localizada numa região comercial da cidade, em troca da construção de um belo estádio, com capacidade para cerca de 15 mil torcedores, tendo ao lado um centro de treinamentos.

O problema agora é manter toda a estrutura do estádio, que é cara. O gramado, por exemplo, está péssimo, cheio de falhas, buracos e pragas. A iluminação também é deficiente, principalmente na região central do campo, onde faltam pelo menos mais duas torres de refletores.

A torcida é muito animada e comparece em grande número, com charanga e bandeiras. Contra o Ipatinga, apesar da chuva forte que caiu uma hora antes e durante o jogo, o público pagante divulgado foi de 2.700 torcedores.

O Campeonato Carioca, que já foi – disparado - o melhor e o mais “charmoso” do país, anda tão ruim que os próprios jogadores já não escondem a insatisfação nas entrevistas. O meia Wagner, ex-Cruzeiro, agora do Vasco, reconheceu, em entrevista à Rádio Tupi AM, que o elenco de que faz parte “é limitado”.

Na última quarta-feira, foi a vez do meia Diego, do Flamengo, dizer ao portal UOL que o primeiro tempo do seu time, contra o Boavista, foi “horroroso”. Diego e Wagner falaram simplesmente a verdade, mas não é assim que a maioria dos jogadores se comporta, preferindo aqueles discursos manjados, frases prontas, como por exemplo:

“Lutamos muito, mas não deu”, “Agora é trabalhar durante a semana”, “Fizemos o nosso melhor”, etc, coisa e tal. “Porque no país em que ministro do STF voa em avião de empresário, ou da presidência da República, o futebol não poderia ser diferente”. Juca Kfouri. (Fecha o pano!)


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