10/02/2018 10:25:00

Documentarista de natureza do Vale do Aço leva grupo de brasileiros à África

As atividades em campo foram gerenciadas pelo documentarista de natureza Fernando Lara, de Ipatinga



Divulgação


Emissora local de TV noticiou que esse foi o maior grupo de brasileiros que já havia passado pela savana na Tanzânia


Um choque emocional, visual e, principalmente, antropológico. Assim foi a última Expedição Gondwana África realizada pela Rotas Verdes Brasil entre os dias 19 e 25 de janeiro. Em seis dias de atividades o grupo percorreu mais de 2.700 quilômetros pelos parques da Tanzânia e Quênia. Vinte e três brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal participaram do projeto.

As atividades em campo foram gerenciadas pelo documentarista de natureza, Fernando Lara, de Ipatinga, em parceria com uma equipe de turismo da Tanzânia. O roteiro incluiu os mais desejados parques de observação de vida selvagem do mundo, como o famoso Serengeti, Cratera de Ngorongoro, além dos Lagos Manyara, Natron e Eyasi.

Fernando Lara


Avistamento dos leões foi um dos momentos marcantes da expedição


A região, além de abrigar espécies como os cinco grandes mamíferos mais difíceis de serem capturados na savana, os “Big five” (leão, rinoceronte, búfalo-africano, elefante e leopardo), também abriga girafas, hienas, crocodilos, zebras, guepardos e mais de 400 espécies de aves. A geografia local é cheia de contrastes exibindo vulcões já extintos, grandes lagos, floresta e cachoeiras.

A Expedição de seis dias foi um sucesso a ponto de uma emissora local noticiar que “este era o maior grupo de brasileiros que já havia passado pela região”, afirma o documentarista Fernando Lara. Além do contato com a fauna local, a Expedição também proporcionou experiências únicas como o contato com etnias como as do Masai Mara que ainda preserva muito de suas tradições como roupas, rituais e habitações.


Grandes felinos, habitantes da savana tanzaniana


Logística

Fernando Lara explica que uma Expedição como essa exige muita logística. O transporte pelo safári foi realizado em veículos 4x4. Enquanto uma equipe era responsável por encontrar os melhores pontos de avistamento de animais, a outra seguia para o ponto do pernoite, montando acampamento e preparando as refeições. Quando o grupo chegava estava tudo organizado para o banho, refeição e descanso.

Um dos diferenciais do projeto foi o pernoite em camping dentro dos parques visitados, o que permitiu um contato mais integrado com o ambiente e momentos memoráveis como o nascer e pôr do sol na savana, considerado um dos mais bonitos do Mundo.


Equipe era responsável por encontrar pontos de avistamento de animais, como as zebras


Sonho

As atividades da Expedição Gondwana África só foram possíveis por causa da realização de outro projeto. Em 2008, o documentarista de natureza visitou a África pela primeira vez percorrendo, além da Tanzânia e do Quênia, países como Ruanda e Uganda. “Nesse período eu não vi nenhum brasileiro. Fiquei um pouco frustrado com isso e coloquei como meta promover e levar pessoas para conhecer esse local tão incrível. Foram dez anos tentando alcançar esse objetivo. Estou muitíssimo satisfeito com o resultado”, comemora.

Nova edição em 2020

A próxima Expedição Gondwana África já tem data marcada. Em janeiro de 2020, Fernando Lara levará mais um grupo de brasileiros para realizar o mesmo roteiro de atividades. As informações podem ser obtidas pelo email rotasverdesbrasil@gmail.com ou diretamente no site www.rotasverdesbrasil.com.br/africa2020.

Elefante em um dos parques da Tanzânia, visitados pelos brasileiros






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