10/02/2018 09:55:00

Tirar carteira de motorista pode ficar entre 20% e 30% mais caro

De acordo com o diretor da Associação das Autoescolas de Ipatinga, desde o ano passado já existe a discussão a respeito de possíveis mudanças que visam melhorias no trânsito



Arquivo DA


O processo para aprender a dirigir e pilotar veículos poderá ter diversas alterações que visam melhorias no trânsito

Aquelas pessoas que planejam tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) podem ter que pagar um valor mais alto nos próximos meses. Isso porque existe uma minuta com alterações da Resolução 168/2004, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que trata do processo de formação e especialização de condutores no Brasil. Essa informação é do diretor da Associação das Autoescolas de Ipatinga, Alexandre Figueiredo, acrescentando os principais impactos no processo de habilitação, caso as alterações sejam aprovadas e entrem em vigor.

De acordo com o dirigente, desde o ano passado já existe a discussão a respeito de possíveis mudanças que visam melhorias no trânsito. No entanto, essa atualização no processo de habilitação terá pontos positivos e negativos para a população, avalia Alexandre Figueiredo. “A boa notícia é que o processo para obter a CNH pode ser válido para um ano e seis meses, diferentemente de hoje, que vale apenas para um ano. Mas provavelmente vai haver muita reclamação sobre o número de aulas de legislação, que passará de 45 para 60, das quais, 36 aulas básicas e 24 específicas para o tipo de categoria”, afirma.

Alexandre Figueiredo também informa que as aulas de rua também terão um aumento na carga horária. No caso para os interessados em aprender a pilotar motocicleta, os candidatos terão que fazer cinco aulas a mais e ser aprovado em dois tipos de avaliação.

“Hoje o iniciante de motocicleta faz 20 aulas e marca seu exame. Com a nova proposta, ele terá que fazer 25 aulas, das quais, 15 na motopista e 10 na rua. Além disso, ele será examinado nesses dois tipos de treinamento. Mas isso é uma coisa boa, porque, infelizmente, hoje em dia a pessoa só fica na motopista e não tem uma noção do trânsito quando é aprovada no exame”, avalia.

Alexandre acrescenta que, atualmente, os interessados em tirar habilitação para carro devem fazer cinco aulas no simulador e, posteriormente, 20 aulas na rua, mas poderá ser diferente, caso as mudanças sejam aprovadas. “A proposta é a seguinte, as cinco aulas no simulador serão mantidas, já os treinos no carro passarão para 25. E ainda com outra dificuldade, porque se o candidato for reprovado, será obrigado a fazer no mínimo cinco aulas antes de prestar outro de exame de rua, independentemente da categoria. Do mesmo jeito vale para legislação, em que o candidato terá que fazer 20 aulas obrigatórias para depois marcar outra prova”, explica.
Tiago Araújo


Alexandre Figueiredo é diretor da Associação das Autoescolas de Ipatinga

Adição ou mudança
Em relação à adição ou mudança de categoria na habilitação, também poderá ter alterações no procedimento, conforme Alexandre Figueiredo. Todas as categorias terão um curso de legislação específico, de 20 aulas, e consequentemente, outra prova. “Por isso que ainda não foi aprovado essa minuta, porque tem muita coisa para se pensar. Porque imagina bem, se já sou habilitado, aí vou mudar para categoria D de ônibus, eu vou ter que fazer outro curso e exame de legislação, além de pagar as taxas”, destaca.

Aumento de preço
Com esse possível aumento do número de aulas, Alexandre acredita que o processo de habilitação poderá ficar mais caro para os candidatos. “Baseando no valor médio da aula de legislação e de rua, poderemos ter um aumento de cerca de 20% a 30%, ou seja, os alunos terão que tirar do bolso cerca de R$ 200 a R$ 300 a mais, sem considerar as taxas de exames, porque não sei se o candidato para motocicleta terá que pagar taxa para os exames de motopista e rua, ou seja, está um pouco confuso. Então tem muita coisa para discutir e resolver ainda”, pontua.

Repórter: Tiago Araújo


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