08/01/2018 17:29:00

Dia da Arena



Divulgação

O dia 25 de março será sempre lembrado pelos atleticanos, pois foi neste dia, em 1908, há 109 anos, que o clube foi fundado. Agora uma outra data se incorpora e será lembrada para sempre na história centenária do clube alvinegro, o dia 18 de setembro de 2017, intitulado pelos atleticanos como “Dia da Arena”, pois foi quando o Conselho Deliberativo aprovou em assembleia a venda de metade de seu maior patrimônio físico, o shopping Diamond Mall, para viabilizar a construção do estádio próprio.

Ao todo, 389 conselheiros tiveram direito a participar da votação, apenas 12 votaram contra. A proposta foi referendada por ampla margem, gerando aglomeração de torcedores em frente à sede do clube, numa clara demonstração de apoio à diretoria e aos conselheiros que votaram no “sim”.

Como fica
Com a ansiedade e o imediatismo próprios de qualquer torcida, o que a massa do Galo mais deseja ver é o estádio pronto, para poder usufruir do espaço e, nele, ver o seu time do coração jogar, vencer e ser campeão.
Mas não é bem assim que as coisas andam ou acontecem. Primeiro a Prefeitura da capital terá de enviar à Câmara Municipal um projeto de lei autorizativo, a ser aprovado pela maioria absoluta da casa.

Depois virá a parte mais difícil e demorada, que consiste na obtenção de todas as licenças exigidas pela burocracia oficial do nosso país, além das autorizações do ponto de vista ambiental, certamente as mais complicadas, que demandam estudos e pareceres técnicos.

Segundo o presidente do Conselho Gestor do empreendimento, Daniel Nepomuceno, ex-presidente do clube, os trâmites legais estão se desenvolvendo dentro dos prazos previstos, mantendo a previsão inicial de início das obras para o próximo mês de março, quem sabe até no dia 25, data de fundação do clube, com inauguração em meados de 2020.

FIM DE PAPO
• O estádio do Galo, ou “Arena MRV”, será construído no bairro Califórnia, região noroeste da capital, área de excelente acesso rodoviário, pois fica colada no Anel Rodoviário, o que facilita a ligação com o sistema de transporte de Belo Horizonte, ou seja, a chegada e saída dos torcedores. No projeto original, o estádio do Galo terá capacidade para 41.800 pessoas e vai custar, de acordo com a previsão inicial da diretoria, cerca de R$ 410 milhões.

• O que diferencia este projeto de alguns outros clubes como Corinthians e Palmeiras, cujas arenas já estão em funcionamento, é que o Atlético não vai se endividar para construir o equipamento, pretendendo utilizar o dinheiro da venda da metade do shopping, cerca de R$250 milhões, acrescido da comercialização do “naming rights” para a MRV, por R$60 milhões.

O restante será captado na venda de cadeiras cativas, sendo que o grupo BMG já garantiu um aporte em forma de adiantamento, no valor de R$ 60 milhões, o que dará fôlego para o andamento normal das obras.

• O custo do estádio do Galo dá uma noção exata da roubalheira que existiu na construção e reforma de estádios para a Copa de 2014 no nosso país. Só o Maracanã consumiu mais de R$ 1 bilhão, enquanto o Mineirão, por exemplo, onde a intenção do governo era gastar R$ 426 milhões, acabou gerando um custo de R$ 695 milhões, ou seja, com toda essa grana daria quase para construir duas arenas iguais à do Galo.

• Outro exemplo de desperdício do dinheiro público foi a reforma do Estádio Independência, com o objetivo de não deixar o público da capital sem futebol durante o período de fechamento do Mineirão para obras da Copa. Inicialmente, a reforma custaria no máximo R$ 46 milhões, mas entre um “aditivo” e outro acabou consumindo R$ 120 milhões dos cofres públicos.

E até hoje o estádio, que o América ganhou de mão beijada do ex-governador Newton Cardoso, então governador do estado, não ficou pronto. Cerca de 3 mil lugares foram comprometidos por um erro no projeto, onde o torcedor não pode se sentar sob pena de não ver parte do gramado.

• Então, que venha o estádio ou “Arena MRV” do Galo. Que ele seja de fato um grande sucesso, e que a fanática torcida alvinegra encontre ali o seu reduto ou “terreiro”, palco sagrado onde certamente viverá grandes conquistas. A chegada deste novo estádio fará bem ao futebol mineiro e vai engrandecer o cenário esportivo nacional. (Fecha o pano!)


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