16/12/2017 11:36:00

Deu ruim



Divulgação

A reação do torcedor atleticano com o qual a gente tem conversado, ou observando suas opiniões em redes sociais, tem sido de frustração total com a pífia campanha do time este ano, sobretudo por ter ficado de fora da Copa Libertadores em 2018.

É compreensível e natural esta reação neste momento, pois o atleticano já estava acostumado a ver o time na maior competição continental e agora terá de se contentar com a disputa da Copa Sul Americana. Pior ainda será ver o maior rival, Cruzeiro, ocupar um lugar que foi seu durante os últimos quatro anos seguidos.

Enquanto isso, a nova diretoria celeste, que será empossada nesta segunda-feira em um grande evento na capital, busca a contratação dos reforços solicitados pelo treinador Mano Menezes e objetos de desejo da sua exigente torcida.

Se o tal “reforço”, daqueles que leva a torcida ao aeroporto, ainda não veio, o futuro gerente de futebol, Junior Lopes, filho do ex-delegado e ex-treinador Antonio Lopes, anunciou que. entre outros grandes clubes nacionais, dirigiu também o Cruzeiro na metade da década de 90, tendo na época como auxiliar o saudoso Luciano Pascoal.

Vergonha...vergonha!
Dentro de campo, os jogadores de Flamengo e Independiente tiveram um comportamento que poderia ser chamado de exemplar, durante a final da Copa Sul Americana.

Sim, houve faltas, como sempre, sobretudo dos argentinos, mas tudo dentro da normalidade e próprias do jogo. Houve, também, futebol, neste caso também com supremacia para o Independiente, um time muito mais arrumado taticamente, portanto, merecedor do título de campeão da Sul-Americana.

Mas fora de campo, vergonha... vergonha! Que fique claro que não eram torcedores do Flamengo aqueles energúmenos e trogloditas que foram à porta de hotéis e ao Maracanã apenas para hostilizar a torcida e o time do Independiente.

Eram vândalos, isto sim, bandidos travestidos de torcedores, que não são privilégio só do Flamengo, mas de todos os grandes clubes do país, via de regra também culpados por lhes dar guarida e acobertar suas atividades ilícitas.
Difamaram não só o Flamengo, mas todos os clubes de futebol brasileiros, além do verdadeiro torcedor que ama esse esporte.

As imagens da barbárie estão correndo o mundo, como vimos fartamente nos canais de televisão, assim como correram também as imagens de argentinos “torcedores” do Independiente fazendo gestos racistas para os brasileiros no jogo de ida, em Avellaneda.

FIM DE PAPO
Vendo as cenas de barbárie da última quarta-feira no Rio de Janeiro, o sentimento foi de tristeza e impotência, para todos nós que militamos no futebol, por constatar que somos incapazes de organizar, em alto nível, um jogo de decisão e de rivalidade, sem conflitos dentro ou fora dos estádios.

E por comprovar, infelizmente, a incapacidade das nossas autoridades no sentido de deter, em todos os níveis, o avanço da incivilidade e da barbárie na nossa sociedade.

O futebol, enquanto produto comercial, é o único que não faz questão de cativar os seus clientes. Ao contrário, não toma providências para preservar os verdadeiros torcedores, como estamparam as últimas imagens de crianças assustadas, outras chorando, em meio às bombas de efeito moral e gás de pimenta, nos confrontos entre vândalos e policiais.

Agora fala sério: vendo tudo isso, você se anima ainda a levar seus filhos a um jogo decisivo, seja no “novo” Maracanã, Independência ou Mineirão? Será que essa geração digital e antenada de hoje vai se apaixonar pelo futebol como ocorreu com seus pais e avós?

A primeira entrevista do novo presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara, causou boa impressão, o que já era esperado. Trata-se de um eminente advogado, que sabe se comunicar, e tem ainda a seu favor o fato de possuir uma larga experiência como dirigente do clube. Amenizou um pouco o desencanto da torcida com o time atual, ao falar em montar uma equipe forte e competitiva na próxima temporada.

Suas primeiras medidas administrativas, sobretudo a troca de comando nas categorias de base, também tiveram boa repercussão junto à torcida. O ex-diretor André Figueiredo, há muitos anos no cargo e desgastado, será substituído pelo ex-jogador Marques, um dos ídolos recentes da torcida alvinegra. O diretor de futebol, Alexandre Gallo, ex-jogador e ex-técnico do clube, além do ex-dirigente na era Alexandre Kalil, e Bebeto de Freitas, ambos muito experientes, também gozam de grande prestígio no meio esportivo.

• Renato Gaúcho é um conhecido fanfarrão, mas a meu juízo falou a verdade na polêmica entrevista ao canal ESPN/Brasil. Quem o viu jogar, - eu vi - pode confirmar que foi mesmo um jogador mais talentoso e decisivo que Cristiano Ronaldo. Não só ele, Renato Gaúcho, foi melhor que o marrento português. Outros da sua geração, como Zico e Reinaldo, com as facilidades que tem hoje o português, certamente renderiam muito mais do que ele. (Fecha o pano!)


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