16/12/2017 10:54:00

Instrutores são presos acusados de golpe da carteira facilitada, em Timóteo

Com os fatos apurados, policiais prenderam em flagrante delito e encaminharam à Delegacia de Polícia Civil de Timóteo os instrutores pelos delitos de tráfico de influência e estelionato



Divulgação


Dois instrutores foram presos acusados de envolvimento em um esquema de facilitação em exame de habilitação em Timóteo


Dois instrutores foram presos acusados de golpe da carteira facilitada, em Timóteo. Conforme relatório da Polícia Civil, durante a realização da primeira etapa dos exames de trânsito no município, quando foi aplicado o teste para uma candidata, E.P.L., a mulher abordou o Secretário Geral da Banca Examinadora, Josafá de Carvalho Silva, quando indagou ao policial civil sobre suposta facilitação de aprovação no exame. E.P. alegou que fez o pagamento em data anterior ao teste aplicado pela banca.

O fato levantou a suspeita segundo a qual estaria ocorrendo em Timóteo um esquema de cobrança para aprovação nos exames de competência do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), utilizando para isto, de forma errônea, o nome do servidor público Josafá de Carvalho Silva, que acionou reforço dos colegas policiais para apurar o caso.

Os levantamentos, conforme informou o delegado Jorge Caldeira ao Diário do Aço, apontaram os instrutores de centro de formação, Halbericon de Andrade Oliveira e Gilmar de Souza Novelo como sendo as pessoas que abordaram a candidata e ofereceram facilitação para a aprovação nos exames pela quantia de R$ 2 mil, pagamento que foi comprovadamente realizado pela candidata.

“Nas diligencias realizadas pela ação conjunta da Polícia Civil das cidades de Timóteo e Coronel Fabriciano ficou evidenciado que a pessoa de Gilmar de Souza Novelo solicitou vantagem e ofereceu a facilitação, sendo que a pessoa de Halbericon de Andrade Oliveira se fez passar pelo policial civil Josafá de Carvalho Silva no intuito de induzir em erro E.P.L., para a realização da facilitação”, diz o relatório da PC.

Com os fatos apurados, policiais prenderam em flagrante delito e encaminharam à Delegacia de Polícia Civil de Timóteo os instrutores Halbericon de Andrade e Gilmar de Souza Novelo pelos delitos de tráfico de influência, crime previsto no artigo 332 Código Penal, e estelionato (artigo 171 Código Penal). Entre as provas citadas pela PC estão, o depoimento da candidata e o comprovante de depósito, entre outros documentos.

Conforme o delegado Jorge Caldeira, durante a busca de informações sobre o caso, foi localizada uma segunda vítima, B.S.L., o que para os investigadores comprova que a prática dos delitos não foi um caso isolado. Outras pessoas que participaram do esquema de facilitação são procuradas. A assessoria da Polícia Civil não divulgou se houve a apuração de servidores do Estado, envolvidos no delito.



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Comentários

Bope

18 de Dezembro, 2017 | 08:07
Até parece que os criminosos são só os instrutores. Claro que o Policial Civil e outros examinadores também estavam levando vantagem e recebendo "Uma propina". Sorte da Polícia Civil é que não foi denunciado à Polícia Federal, senão eles já estavam todos presos por flagrante Crime de facilitação de habilitação. E quer saber de uma coisa, os candidatos é que estão certos: Habilitação tem taxas muito caras, são feitos exames muitos difíceis ou desnecessários (tipo saber leis de penalidades e infrações). O candidato tem que saber são as regras de trânsito e conduzir um veículo com prudência e segurança. Quem é que já tirou habilitação na moral e não comete inúmeros erros, tipo balizas erradas, deixar o veículo apagar, fazer uma "baianada", kkkkk. Essa Civil é uma organização de propinas (com raras excessões claro). Gente, tem é que ser prudente e calmo no trânsito.

Moises

17 de Dezembro, 2017 | 17:04
Sei não hem , esta estória está mal contada.

Sérgio Moro

17 de Dezembro, 2017 | 09:55
não tem vítima aí não pq ela sabia que era crime e mesmo assim pagou pra ter uma CNH facilitada resumindo se é lei e deve ser cumprida ela também teria que pagar mais eu nunca vi um país onde as leis vale para uns e outros não

Marianne Silva

16 de Dezembro, 2017 | 21:44
Que novidade!!
Até parece que isto não é prática comum!! A venda e ´´facilitação´´ de CNHs é coisa corriqueira e envolve auto-escolas, DETRAN e agentes da polícia. Este fato só veio à tona porque o estelionatário se fez passar por um policial civil.
Sem pre houve e haverá venda de CNHs. Ou afinal não estamos no Brasil??

Busunda

16 de Dezembro, 2017 | 20:47
Não entendo muito de lei mas e a suposta vítima deveria ser enquadrada na tentativa de suborno.
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