13/12/2017 17:20:00

Ipatinga tem cinco mortes por leishmaniose visceral em 2017

Ao todo, neste ano foram 75 casos notificados à Secretaria de Saúde, entre suspeitos e confirmados



Agência Brasil


O mosquito-palha, transmissor da doença, pode ser reproduzir em ambientes em florestas ou ambientes modificados
O município de Ipatinga confirmou mais uma morte por leishmaniose visceral humana, no início de dezembro. Este é o quinto registro no ano de 2017, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A vítima, de 35 anos, do bairro Iguaçu, buscou atendimento médico já com estágio avançado da doença e não resistiu, conforme divulgou a secretaria.

Ao todo, neste ano foram 75 casos notificados à Secretaria de Saúde, entre suspeitos e confirmados. A Seção de Controle de Zoonoses ainda confirmou a leishmaniose visceral em 1.150 cães na cidade.

Gerente da repartição, o veterinário Fernando Anacleto, afirma que os sintomas da doença podem ser discretos e que por isso, a atenção deve ser redobrada. “A leishmaniose visceral pode se manifestar por sintomas como febre, perda contínua de peso, problemas intestinais, aumento do baço e fígado. Nos cachorros a patologia pode ser assintomática ou pode apresentar lesões e emagrecimento progressivo”, ressalta Fernando.

Transmissão

Os dois tipos de leishmaniose, cutânea e visceral, é transmitida pelo mosquito-palha, inseto do gênero Phlebotomus. Roedores, marsupiais silvestres e animais domésticos, sobretudo os cachorros, podem servir de reservatório para os parasitas.

O mosquito-palha possui comportamento bem diferente do Aedes aegypti. O inseto realiza a postura dos ovos em matéria orgânica em decomposição encontradas em matas e também no lixo doméstico. O gerente de Controle de Zoonoses destaca a importância de realizar a limpeza periódica dos ambientes externos e criadouros de animais.
“O desenvolvimento do mosquito-palha se dá em folhas em decomposição, restos de alimentos e até fezes de animais. Por isso, é necessária a limpeza dos jardins, canteiros e nos viveiros dos cães e outros animais. Ainda é indicado o uso esporádico do cal para eliminar os ovos do inseto”, pontua Fernando.


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Comentários

Rafael

20 de Dezembro, 2017 | 11:17
Tem gente que se esconde em apelidos para dar opiniões.
Ser "reservatório" é completamente diferente de ser o transmissor da doença. Não adianta sair matando ratos e gambás e principalmente cachorros, achando que vai erradicar a doença, sendo que o transmissor é o mosquito palha.
Falta informação, falta vontade de entender e talvez falte ate mais do que isso para certas pessoas entenderem algumas coisas.
Falta conhecimento. Poucos entendem, muitos acham que entendem.

Ktiorro

15 de Dezembro, 2017 | 09:41
Tive leishmaniose ano passado

Realista

13 de Dezembro, 2017 | 19:37
Pessoal que fica colocando comidinha e água pra cães e gatos de rua devem rever essa "boa ação" afinal os "Roedores (ratos), marsupiais silvestres (gambás) e animais domésticos, sobretudo os cães...servem de reservatórios para os parasitas.
Por trás desta boa ação estão causando uma proliferação de doenças que animais de rua são hospedeiros..fica a dica!!!!
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