11/12/2017 17:00:00

Davi x Golias



Divulgação

A semana começa com grande expectativa por parte de algumas das maiores torcidas do país, no que podemos chamar de “acréscimos do Brasileirão”, com a certeza de três ou até quatro jogos decisivos. Nesta terça-feira, às 15h (horário de Brasília), o Grêmio estreia no Mundial de Clubes contra os mexicanos do Pachuca, que tiveram grande dificuldade para passar pelo marroquino Wydad Casablanca (1 x 0), com um gol aos 5 minutos da segunda etapa na prorrogação.

Se vencer, e não vai ser fácil, pois o time mexicano, além de uma boa organização tática, conta com alguns jogadores habilidosos como o meia japonês Honda, os gaúchos vão se habilitar à disputa da terceira final de Mundial na sua história, desta vez contra o poderoso Real Madrid do português Cristiano Ronaldo, de novo eleito este ano como sendo o melhor jogador do mundo.

É claro que existe uma distância técnica abissal entre Grêmio e Real Madrid, e que pode, sim, repetir-se, numa futura final entre ambos, o massacre sofrido pelo Santos, em 2011, goleado por 4 x 0 e humilhado pelo Barcelona, que dois anos mais tarde lhe daria uma sova ainda maior, 8 x 0, diante de 80 mil pessoas no Campo Nou, em jogo festivo que marcou a estreia de Neymar pelo clube catalão.

Mas não custa nada acreditar que o David possa repetir a história bíblica e vencer o Golias, até porque o Grêmio tem no comando Renato Gaúcho, um ex-jogador de primeira qualidade, vitorioso dentro e fora de campo, como jogador e técnico, corajoso, irreverente como sempre foi.

Vai Mengão!
Amanhã será a vez do Flamengo receber os argentinos do Independiente, no Maracanã lotado por mais de 60 mil torcedores, que esgotaram todos os ingressos colocados à venda. A missão do rubro-negro, embora menos improvável, também não será fácil, pois vai precisar ganhar por dois gols de diferença para ser campeão da Copa Sul-Americana. Se vencer no tempo normal, por um gol, leva à prorrogação de 30 minutos, onde se persistir o empate no placar agregado haverá cobrança de pênaltis.

O resultado deste confronto mexe com quatro torcidas da primeira divisão nacional. A do Galo, que tem o Mengão como o maior rival nacional, muito a contragosto vai torcer pelo triunfo dos cariocas, pois só assim verá o Galo pela quinta vez consecutiva, mesmo sem merecer, disputar a Pré-Libertadores em 2018.

Outra torcida rival, a do Vasco da Gama, discretamente, também torce a favor do rubro negro, pois neste caso entraria direto na fase de grupos da Libertadores. E o Sport Recife, outro rival do rubro-negro carioca, quer ser ajudado pelo Mengão para disputar ano que vem esta mesma Copa Sul Americana. Só a torcida do América Mineiro torce contra, pois em caso dos argentinos serem vitoriosos, o Coelho disputará a Copa do Brasil a partir das oitavas.

Que os dois representantes nacionais, Flamengo e Grêmio, consigam atingir seus objetivos, numa temporada que está nos “acréscimos”, mas já é boa demais da conta para o futebol brasileiro, pois os gaúchos, após quatro anos trouxeram de volta o título da Libertadores e a Seleção Brasileira comandou as Eliminatórias da Copa do Mundo, se classificando para o Mundial na Rússia com o pé nas costas.

FIM DE PAPO
Para quem tem o hábito de assistir um jogo de futebol pela TV, sobretudo aos domingos, a ausência do Brasileirão no último domingo, deixou muita gente desnorteada, como diz o ditado popular aqui dos nossos grotões: “Igual galinha que perdeu os pintos”. Mas quem, por opção ou zapeando por curiosidade, colocou na ESPN/Brasil, foi muito bem recompensado pelo clássico inglês disputado no lendário Old Trafford entre os dois Manchester’s.

O United comandado pelo português José Mourinho e o City do catalão Pep Guardiola, que saiu vencedor por 2 x 1, graças ao melhor futebol e uma defesa salvadora do brasileiro Ederson, abrindo 11 pontos na liderança da Premier League, 15 vitórias em 16 jogos, sendo 14 delas seguidas.

Muito interessante o embate ideológico e de filosofias que estava lá, cristalino, para quem aprecia o bom espetáculo, o bom futebol. E no campo da imposição das ideias, foi gritante o domínio do time de Guardiola, que se propõe a ter a bola e jogar no campo do rival, a intenção do gol antes da destruição. Ainda que, sem criar muitas chances de gol, superou um rival mais forte fisicamente com dois gols em escanteios.

Me chamou a atenção, principalmente pela dificuldade dos nossos principais clubes neste aspecto – como são os casos de Atlético e Cruzeiro, por exemplo, no último Brasileirão -, é a capacidade do City de ir a qualquer campo e fazer o jogo ser jogado à sua maneira.

Pisar no templo lotado do Manchester United, um dos clubes mais ricos e poderosos do mundo, dirigido nada menos por um José Mourinho, e mesmo assim torná-lo coadjuvante da cena, não é simples assim. E mesmo não fazendo ainda o seu melhor jogo em termos ofensivos, o City se impôs e venceu, com 75% de posse de bola em média. Assombroso, digamos, ou intrigante, a capacidade desse Pep Guardiola. (Fecha o pano!)


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