11/12/2017 15:44:00

Governo de Minas Gerais amplia áreas de soltura de animais da fauna silvestre



[imagemd18471] Com a preocupação de preservar a fauna silvestre e impedir que mais espécies desapareçam do seu habitat natural, o Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF), amplia ações do projeto Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), em parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O número de propriedades rurais cadastradas como área de soltura autorizada já passa de 50, e o IEF prevê ainda disponibilizar sete novos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Divulgação IEF/Arquivo pessoal/Ronaldo Pinheiro


Servidoras do IEF soltam pássaros em Janaúba
A bióloga Alice Rabelo de Sá Lopes, da Diretoria de Proteção à Fauna do IEF, lembra que ampliar as ações é necessário, pois apesar da aparente conscientização da sociedade para a preservação, o número de animais apreendidos continua em torno de 10 mil ao ano.

“As áreas disponibilizadas por voluntários para soltura nas diversas regiões do estado já chegam a 56 e o número de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) vai passar dos atuais três para 10 até 2019”, revela Alice.

O pecuarista Ronaldo Pinheiro Marques tem uma propriedade no município de Janaúba, Território Norte de Minas, a 545 km de Belo Horizonte. Há quatro anos ele passou a observar que era cada vez menor o número e a variedade de pássaros no dia a dia da fazenda.

Divulgação IEF/Arquivo pessoal/Ronaldo Pinheiro


As ações têm acompanhamento dos técnicos do IEF
“Eu fui criado na roça e percebi a região ficando sem o canto dos passarinhos. Conversei com alguns amigos e logo surgiu a ideia de procurar o IEF e o Ibama e, no dia 3 de junho de 2014, a nossa área foi integrada ao projeto Asas”.

Ronaldo relata que diversas solturas foram feitas na sua fazenda e que a situação é muito diferente de três anos atrás. Os animais devolvidos à natureza são, em sua maioria, pássaros, mas tem também iguanas, cobras e outros.

As espécies mais retiradas da natureza e que representam 50% de todas as apreensões são os pássaros trinca-ferro (saltator similis), canário da terra (sicalis flaveola) e o baiano (sporophila nigricollis).

Dentre os mamíferos, o campeão é o mico-estrela (callithrix penicillata), seguido do gambá, que chega aos Cetas após se recolher em residências.

Divulgação IEF/Arquivo pessoal/Ronaldo Pinheiro


O tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla)
Como se cadastrar
A geógrafa Ana Maria Silva Lima, do IEF, ressalta que o cadastramento de áreas rurais é relativamente simples. O interessado deve acessar o site www.ief.mg.gov.br, para inserir informações básicas da propriedade.

A partir daí, o IEF faz uma análise prévia por satélite e dá sequência ao processo de credenciamento, levando em conta uma série de exigências, inclusive vegetação abundante. A visita de técnicos especializados à propriedade é a última etapa.

O Instituto Estadual de Florestas observa que ampliar a fiscalização é uma necessidade, além de priorizar a educação ambiental de forma que modifique o comportamento das pessoas para diminuir consideravelmente os crimes ambientais, tanto de retirada dos animais da fauna silvestre quanto daqueles que compram os animais de forma ilegal e criminosa.


Encontrou um erro? Comunique: falecomoeditor@diariodoaco.com.br


Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.
Envie o seu Comentário